RSS

Novo Premiê do Egito pede Apoio aos Manifestantes

O homem escolhido para ser primeiro-ministro do Egito pela Junta Militar que comanda o país, Kamal el Ganzoury, pediu nesta sexta-feira uma chance aos manifestantes que lotam a praça Tahir, no centro do Cairo.

Os ativistas pedem a transferência de poder para as mãos dos civis.

El Ganzoury disse que vai formar um gabinete amplo, com apoio de vários setores da sociedade egípcia.

Os manifestantes rejeitam a nomeação de El Ganzoury, que serviu como primeiro-ministro do ex-presidente Hosni Mubarak, derrubado em fevereiro.

Em seu discurso, Ganzoury disse que o governo de coalizão nacional será anunciado até segunda-feira, data prevista para as primeiras eleições livres no Egito em décadas.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Militares egípcios nomeiam novo premiê do país

A junta militar que governa o Egito nomeou nesta quinta-feira Kamal Ganzouri como novo premiê, para liderar a formação de um novo governo, informou a mídia estatal do país.

O gabinete prévio havia renunciado nesta semana, em meio à nova onda de violentos protestos que sacode o país.

Segundo os militares, será mantido o cronograma das eleições parlamentares no país, que deverão começar na semana que vem.

Kamal Ganzouri já havia ocupado o posto de premiê entre 1996 e 1999, sob o regime de Hosni Mubarak.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Após pressão, militares prometem ‘governo de salvação’ no Egito

A junta militar que controla o poder no Egito concordou nesta terça-feira em formar um "governo de salvação nacional" e aceitou agilizar o processo eleitoral do país, segundo relatos.

As medidas se seguem a três dias de violentos protestos na Praça Tahrir, no Cairo, onde manifestantes vinham criticando os militares por supostamente se apegar ao poder e pela lentidão na transição para um governo civil.

Em reuniões realizadas nesta terça, grupos políticos e militares decidiram que as eleições parlamentares, agendadas para a partir da semana que vem, serão mantidas.

As eleições presidenciais devem ocorrer até junho de 2012 – essa era uma das principais demandas dos manifestantes egípcios.

Os pleitos têm como objetivo colocar em andamento o processo de transição à democracia esperado após a derrubada do presidente Hosni Mubarak, em fevereiro.
Mas muitos egípcios temem que os militares continuem concentrando grande parte do poder, independentemente do resultado das urnas.

Ao mesmo tempo, ao concordar em agilizar as eleições presidenciais, a junta militar faz uma considerável concessão aos manifestantes.
Ainda nesta terça, é esperado um discurso do chefe do Conselho Militar das Forças Armadas, Mohamed Hussein Tantawi, segundo informaram emissoras de TV no Egito.

Ativistas haviam convocado para esta terça uma passeata na Praça Tahrir, para pressionar a junta militar no poder.

Recente onda de protestos deixou mais de 30 mortos e centenas de feridos.

Dezenas de milhares de pessoas permanecem na praça, centro dos protestos antigoverno e palco de violentos confrontos entre manifestantes e forças de segurança desde sábado.

Testemunhas dizem que muitos manifestantes parecem rejeitar as recentes concessões do governo, gritando o slogan: "Não vamos sair, ele (Tantawi) vai sair".

Os distúrbios atuais evidenciam o dilema sobre o futuro político do Egito, dividido entre os que apoiam a junta militar no poder e os que exigem uma transição mais veloz a um governo civil.

O editor para Oriente Médio da BBC, Jermy Bowen, explica que a atual crise vinha sendo fomentada há meses e gira em torno de uma questão: quem terá a palavra final no novo modelo governamental do país – o povo, via políticos eleitos, ou os generais?

Desde a derrubada da monarquia, em 1952, as Forças Armadas têm estado por trás de todos os governos do país, e controlam estimados 20% a 40% da economia.
O próprio Exército pressionou pela renúncia de Mubarak quando percebeu que este havia perdido apoio popular. Desde então, a maior autoridade do país é o Conselho Supremo das Forças Armadas, agora questionada pelos manifestantes.

Os atuais protestos no Cairo não têm sido tão grandes quanto os que derrubaram Mubarak, em fevereiro, mas estão tendo um forte impacto nas instituições governamentais – tanto que renunciou, nesta segunda-feira, o gabinete provisório do premiê Essam Sharaf, que havia sido nomeado pelos militares. A renúncia foi aceita nesta terça.

Além dos recentes confrontos na Praça Tahrir, há relatos de violência também em outras partes do país. Duas pessoas morreram na cidade portuária de Ismalia, no Canal de Suez, após enfrentamentos entre as forças de segurança e um grupo de 4 mil manifestantes, segundo testemunhas.

Em relatório publicado nesta terça, a ONG Anistia Internacional disse que a junta militar egípcia "falhou completamente em cumprir suas promessas aos egípcios, de melhoras (no cumprimento de) direitos humanos".

A Anistia diz que o atual governo manteve muitas das práticas abusivas atribuídas ao regime de Mubarak, como tortura de presos políticos e veto à imprensa crítica.

Em contrapartida, o analista Sameh Saif al-Yazal, chefe do Instituto de Estudos de Segurança no Egito, disse à BBC que a maioria silenciosa dos egípcios ainda apoia a junta militar.

"Somos uma nação de 85 milhões. Vemos alguns milhares liderando esse tipo de agressão. A maioria (da população) deseja mais respeito para o governo e a força policial", opina, alegando que os militares "não têm a ambição de se manter no poder".

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Egípcios vão às ruas em protesto contra militares no poder

Dezenas de milhares de egípcios realizaram manifestações nesta sexta-feira no Cairo e em Alexandria, em protesto contra o que consideram manobras dos governantes militares do país para permanecerem no poder.

Os egípcios temem que os militares continuem a dar a palavra final nos assuntos do país e que não promovam as reformas democráticas prometidas após a queda de o ex-presidente Hosni Mubarak.

As manifestações ocorrem às vésperas das eleições parlamentares marcadas para este mês - as primeiras desde que Mubarak, que controlou o país por três décadas, foi forçado a renunciar, em fevereiro deste ano.

Diferentemente das manifestações contra o antigo regime, que também tiveram como epicentro a Praça Tahir, os atuais protestos são principalmente liderados por grupos islâmicos, e não pelos jovens.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Oferta Imperdível de Cruzeiro no Nilo e Mais

Oferta imperdivel para quem quiser conhecer o Egito. Esta e a hora de aproveitar. O periodo de 01/11 a 31/01 (exceto Natal e ano novo) , porem as reservas devem ser feitas ate o dia 20 de dezembro.

Garanto organizacao, pontualidade e honestidade, entao que estiver interessado e so me enviar um email e eu ficarei muito feliz em poder dar maiores informacoes.

Segue a oferta:

O preço do passeio é por pessoa em cabine/quarto duplo.

O que esta incluso:

  • Voos Cairo /Luxor — Asawn /Cairo.
  • Todos os transfers
  • Cruzeiro de 5 Dias ao longo do Rio Nilo
  • (4 Noites em pensão completa no barco M/S Nile Dophin 5* luxo ou similar .)

Visitas durante o cruzeiro :

  • Vale dos Reis,
  • Templo de Hatshepsut,
  • Colossos de Memmon,
  • Templo de Karnak,
  • Templo de Luxor,
  • Templo de Edfu,
  • Templo de Kom Ombo,
  • Barragem de Assuão,
  • Passeio de faluca


Cairo:

  • Duas noites em hotel 5 * Stander com cafe da manha incluso
  • Translado ate as piramides
  • Visita de meio dia as Piramides de Queops, Miquerinos e Kefren.
  • Esfinge de Gize

Quem quiser pode tambem optar por passeios opcionais como :

  • Alexandria
  • Cairo Religioso
  • Khan El Khalile
  • Museu do Cairo
  • Penisula do Sinai
  • E muitas outras opcoes

Extra noite Cairo/ ASW / LXR hotel 5* = U$D 45.00 p/p
O valor por pessoa nao e acumulavel e valido para reservas a partir de 01 de Novembro ate 20 Dezembro.

Tudo isso por U$850

Contato: ellylyndy@hotmail.com

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Jovem publica fotos nua em protesto contra tabu no Egito


A forma que uma adolescente escolheu para, em suas palavras, lutar contra o sexismo e a hipocrisia foi demais até para os que se dizem liberais num Egito 85% muçulmano e que ainda engatinha rumo à democracia após três décadas de ditadura.

"Secular, liberal, feminista, vegetariana e independentista", Aliaa Elmahdy publicou as fotos em sua página no Facebook e em seu blog. Na imagem, reproduzida três vezes lado a lado, uma tarja amarela sobre a boca, os olhos e as genitais, para mostrar como se sente cerceada.

"É um grito contra a sociedade da violência, o racismo, o sexismo, o assédio sexual e a hipocrisia", escreveu. "Contra a discriminação sofrida pelas mulheres e em defesa da liberdade de expressão".

Mais do que adesões e apoio no Facebook e no Twitter, a iniciativa de Aliaa, de 19 anos, gerou uma chuva de críticas e recriminações. E em tempos de eleições - os egípcios votam este mês para formar o Parlamento - os seculares preferiram se distanciar.

"É uma falta de modéstia e de compreensão do que é liberdade. Se ela saísse na rua assim, eu consideraria isso uma violação da minha própria liberdade", escreveu um internauta no Twitter.

Com mais de 80 milhões de habitantes, o país mais povoado do mundo árabe é uma sociedade conservadora e religiosa, com abismos profundos entre uma elite secular ocidentalizada e uma maioria mais pobre que segue quase sem contestação os ditames das mesquitas e igrejas.

A foto de Aliaa pode causar mais polêmica se entrar na pauta de campanha dos ruidosos salafistas, defensores de um islã ultraconservador e que uniu forças em uma única coalizão eleitoral.

"Espero que os xeques salafistas não falem sobre isso. Eles vão atirar contra os liberais e os seculares", adverte um blogueiro.

O blogueiro tem razão em se preocupar. A iniciativa de Aliaa pode se voltar contra os próprios seculares nas eleições se os conservadores decidirem se manifestar. Em junho passado, um magnata cristão publicou uma foto do Mickey de barba e da Minnie com um véu islâmico e irritou os salafistas, que viram o gesto como uma provocação e chamaram ao boicote de sua empresa de telefonia móvel.

As primeiras eleições legislativas desde a queda do ditador Hosni Mubarak serão no próximo dia 28 de novembro. O partido islâmico moderado Liberdade e Justiça, fundado pela Irmandade Muçulmana, parte como favorito.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Igreja evangélica nos Estados Unidos cultua deusa pagã Ísis

Uma igreja luterana da Califórnia está sendo duramente criticada depois de organizar uma conferência que irá apresentar “meditações dirigidas”, uma prática associada à Nova Era . 

O maior problema para os cristãos é saber que isso será dirigido por uma “sacerdotisa” da deusa da fertilidade egípcia Ísis.

A Conferência Anual de Fé e Feminismo será realizada pela quinta vez entre os dias 11 e 13 de novembro. A responsável pelo evento, Igreja Luterana Ebenézer, da cidade de São Francisco, carrega um curioso apelido: herchurch [igreja dela]. O motivo é que ela expressa a identidade feminina de deus, a deusa-mãe.

Loreon Vigne, autointitulada alta-sacerdotisa do Oásis de Isis, um templo pagão fundado por ela 1978 na cidade de Geyserville, Califórnia.

Em entrevista recente, Vigne explica sua fé assim: “Para mim, Isis é a Mãe Natureza, que abrange tudo com suas asas. É uma deusa alada, que abrange todos os outros deuses, de todas as culturas do mundo”.

Falando sobre sua participação num evento realizado em uma igreja cristã, ela ressalta: “A meditação dirigida é aquele momento em que todos os participantes fecham os olhos e você os conduz em uma jornada espiritual. 

Já levei pessoas a rever suas vidas passadas no Egito, cultura que dominava todos os segredos. Seu principal conceito era conheça a si mesmo, seu coração, sua alma e seu propósito divino”. 

Ela defende um sistema de crenças baseado no conceito egípcio de equilíbrio, formado por 42 leis ou 42 ideais. “É como se fossem os 10 Mandamentos, mas com um conceito mais positivo. “Não matarás”, por exemplo, é substituído por “Considere todas as vidas como sagradas”.

Vigne planeja levar outras sacerdotisas à conferência para ajudá-la a fazer as invocações, cânticos e meditações. Segundo o site do Oásis de Ísis, além de louvar a antiga deusa pagã, a equipe também faz massagens terapêuticas, leituras de tarô e astrologia.

Vigne explica que hoje há milhares de seguidores de Isis em todo o mundo. “Acredito que as pessoas se cansem dessas igrejas normais, que estabelecem um tipo de religião organizada. Eu sempre brinco que a minha religião é desorganizada”.

Contudo, o evento da igreja luterana não agradou a muitos membros da denominação. O pastor Dan Skogen, de Marion, Iowa, é um dos mais indignados com essa invocação de divindades pagãs em um templo cristão.

“Não se pode inventar esse tipo de coisa!”, protestou ele, que se descreve como um luterano cansado de ver a “constante zombaria contra a Palavra de Deus” por parte da Igreja Evangélica Luterana da América (ELCA), que hoje reúne perto de 4,2 milhões de membros, em 10 mil igrejas.

Skogen não aceita o fato de que a liderança da ELCA “aceita e promove a falsa ideia de que a salvação é assegurada a essas pessoas que não têm fé em Cristo. É aceitável que eles tragam adoradores de Isis para uma conferência. 

É um grande afastamento do ensinamento da igreja cristã. Deus deixou claro em Êxodo 20:3: ‘Não terás outros deuses diante de mim’. Mesmo assim, essa igreja traz seguidores de outros deuses para falar e ensinar do púlpito!”

Outra palestrante do evento é Megan Rohrer, primeira pastora luterana assumidamente transgênero. “Acredito que o mundo está muito mais interessado na conexão entre as religiões do que na exclusividade”, afirma Rohrer. “Não é algo assim tão incomum. O cristianismo foi fundado durante um período que viu o nascimento de muitas coisas”.

Embora admita que seja normal a preocupação de alguns com essa mistura de paganismo e cristianismo, ela afirma: “Os cristãos que reclamam disso provavelmente não sabem o que é o paganismo. Qualquer coisa que seja diferente do que sua igreja ensine é contra os caminhos de Deus. Isso é algo muito limitado”, acrescenta.

Não é a primeira vez que essa igreja luterana de São Francisco, é criticada por divulgar ensinamentos que contrariam a teologia cristã.

No site da igreja é possível ler: “Somos uma comunidade diversificada, alicerçada na tradição cristã, com o propósito de recriar a imagem do divino como mulher. 

Nossas orações e nossa liturgia feminista remontam à tradição de invocar nomes como Mãe, Shaddai, Sophia, Ventre, Geradora, Aquela Que É. Isso só é possível por nossa uma visão renovada da natureza do Evangelho, guiados pela elevada sabedoria de Jesus”.

A pastora Rohrer afirma que sua igreja está “criando uma economia caridosa para um mundo onde a identidade de todos possa ser sustentada em sua integridade, oferecendo espaços de atuação para todos os seres humanos”.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Encontrado quarto do século XVIII com inspiração egípcia

Hieróglifos estranhos e representações de deusas e deuses egípcios foram encontrados no Vale do Pó, norte da Itália, revelando um exemplo único de Egiptomania.

Em Casalbuttano ed Uniti, uma vila a 16 km de Cremona, a decoração de inspiração egípcia foi encontrada e restaurada após a retirada da tapeçaria de um quarto do Palazzo Turina, uma construção do século XVIII que agora abriga a prefeitura da vila.

Surgiu um teto azul estrelado e, nas paredes pintadas de rosa e creme, faixas coloridas revelaram uma riqueza em hieróglifos.
Pintados com estonteantes efeitos em trompe-l’oeil para criar a ilusão de estátuas reais, desenhos de deusas e deuses egípcios surgiram nos cantos do cômodo.

“Foi uma descoberta incrível. A cola animal usada para a instalação da tapeçaria acabou conservando os afrescos, que só precisavam de uma limpeza básica”, conta Virginia Bocciola, uma das arquitetas que comandaram a restauração.

Apesar de arqueólogos terem encontrado o quarto em 2006, ele ficou relativamente desconhecido até pouco tempo, quando Annamaria Ravagnan, responsável pelo corpo de museus da região da Lombardia, pediu que especialistas estudassem a decoração incomum do ambiente.

“Na Lombardia, temos várias vilas com quartos decorados com estilo egípcio, mas nenhum como o de Casalbuttano”, disse Annamaria ao Discovery News.
Jean-Marcel Humbert, Curador Geral do Patrimônio e Inspetor Geral dos museus da França (Ministério da Cultura) concorda.

“Há muitos cômodos desse tipo na Itália e no mundo todo. Todos são diferentes desse pelo período, pelo estilo, pelo tamanho. O quarto de Casalbuttano é único”, disse ele.
Humbert, que é especialista em Egiptologia e um dos maiores experts em Egiptomania – a fascinação por coisas egípcias –, vai publicar um estudo detalhado sobre o quarto no início de 2012.

“É muito interessante devido ao uso de hieróglifos e das adaptações que foram feitas”, disse.
De fato, o pintor que fez as imagens egípcias produziu cenas bizarras e até difíceis de interpretar.
Apesar de os hieróglifos serem reais, a maneira como estão ordenados formam um texto incompreensível, enquanto as divindades misturam detalhes claramente egípcios com outros completamente obscuros.

“O estudo é complicado, mais do que em outros cômodos encontrados, porque não está sendo fácil encontrar os modelos de referência”, ressalta Humbert.
Algumas das divindades, identificadas como Sekhmet, Taweret, Hathor e Horus, possuem detalhes que não têm qualquer relação com seu papel na História do Egito.
Por exemplo, Sekhmet, a deusa da cura com cabeça de leão, está sentada no que parece ser uma cadeira etrusca com inscrições sem sentido.
Taweret, a deusa do nascimento e da fertilidade, é normalmente representada com uma cabeça de hipopótamo, patas de leão e cauda de crocodilo, mas, nesta representação, possui uma cauda de vaca.
Pouco se sabe sobre o artista que fez o quarto.

“Sabemos que a rica família Turina deixou a decoração do palácio a cargo de um dos melhores artistas da época, como Gioacchino Serangeli e Giovanni Motta”, disse Maurizio Telli, conselheiro da cultura de Casalbuttano.
O quarto deve ter sido feito após a campanha militar de Napoleão, que ocorreu entre 1798 e 1801, quando os Turinas, assim como muitos outros europeus, ficaram fascinados pelo Egito.

A expedição fracassada gerou uma publicação de vários volumes chamada Description de l’Égypte (Descrição do Egito), um trabalho colaborativo feito por cerca de 160 acadêmicos e cientistas, conhecidos como sábios, e por 2 mil artistas e 400 entalhadores que acompanharam os soldados de Napoleão.

Primeiramente publicada em 1809 e sequenciada até a publicação do último volume em 1829, a obra Description de l’Égypte é a base da Egiptologia moderna.
Apesar de o Egito Antigo gerar fascinação muito antes da campanha de Napoleão, a publicação única, com grandes e impressionantes ilustrações em prata, contribuiu muito para o fascínio associado ao estilo egípcio.

Esfinges, obeliscos, pirâmides e “quartos egípcios” começaram a aparecer por todos os lados na Europa.
“Gostamos de pensar que nosso quarto egípcio é único. Aqui, a restauração produziu resultados surpreendentes”, disse Telli.

O quarto egípcio está aberto a visitação sob solicitação prévia.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

FLOT promove Egito como destino turístico no Brasil

O Egito volta com tudo nas preferências dos viajantes. Para promover as atrações locais, a Flot Operadora Turística assinou um acordo com o Governo do Egito que viabiliza ações promocionais no Brasil. A parceria, que começou em outubro, segue até junho de 2012.

Dos destinos vendidos pela Flot, as maravilhas do Egito destacam-se em primeiro lugar no gosto dos clientes. E o acordo bilateral vem para reforçar essa tendência. A convite do governo, inclusive, celebridades como Sean Penn, Demi Moore, Ashton Kutcher e Vin Diesel curtiram recentemente paisagens incríveis e os monumentos históricos como as Pirâmides de Gizé e a Esfinge.


Qualquer atrativo egípcio impressiona. A começar por um cruzeiro pelo Nilo, que mostra toda a exuberância da natureza a bordo de um luxuoso navio. De valor inestimável, a riqueza cultural e histórica pode ser conferida no Museu Egípcio, nas estátuas gigantes do Templo de Luxor, na cidade de Tebas ou em um pôr-do-sol no místico Monte Sinai, local sagrado para o cristianismo, judaísmo e islamismo.

A capital Cairo é a maior cidade do mundo árabe. Seu lado cosmopolita quase é ofuscado pela parte histórica, mas é lá que se encontram as hospedagens em hotéis de alto padrão. Em um país com tantas cores e aromas e uma cultura tão diferente da ocidental, a viagem ganha o toque de mistério e uma verdadeira volta no tempo.

O programa de sete noites, sendo duas no Cairo, mais duas a bordo de trem e três noites de cruzeiro pelo Rio Nilo inclui passagem aérea (ida e volta com saída de São Paulo), hospedagem, café da manhã, pensão completa a bordo do cruzeiro (sem bebida), passeios com guias locais, traslados, visita ao Museu Egípcio e às Pirâmides no Cairo, passagem de trem e cartão de assistência.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Turismo Sofre Impacto no Egito

O passeio de camelo em torno das Grandes Pirâmides em Giza, no Egito, fazia parte de uma experiência única que Farag Abu Ghaneima oferecia a dezenas de pessoas por dia. Recentemente, porém, ele vendeu três de seus cinco camelos para um açougueiro.


Turistas que visitavam a cidade aos milhões todos os anos agora chegam tão esporadicamente que as duas charretes a cavalos de Ghaneima estão paradas há muitos dias. Além disso, apenas três dos antes 15 funcionários permanecem para tocar o estábulo e uma loja de perfumes da família.

"Mal ganhamos o suficiente para nos alimentar, que dirá para alimentar os cavalos e camelos", disse Ghaneima, apontando animais de costelas aparentes que pastavam em uma pequena praça verde em sua aldeia. "A revolução foi bonita, mas ninguém imaginava suas consequências."

Mais de oito meses depois de o presidente Hosni Mubarak ter sido derrubado do cargo, a euforia deu espaço a uma temporada de descontentamento. Há tristeza generalizada com a sensação de que o Egito está novamente estagnado e que a economia segue em direção a um penhasco, enquanto o governo interino se recusa ou simplesmente não consegue agir.

O turismo, grande pilar da economia local, do qual dependem cerca de 15 milhões de pessoas, permanece em queda. Greves frequentes sobre salários e direitos dos trabalhadores continuam a prejudicar ainda mais os serviços governamentais, dos transportes aos hospitais.

"A situação é tão confusa que não sabemos para onde vamos – esse é o problema", disse Rami Essam, respondendo a perguntas em meio às músicas que costumava tocar em sua guitarra na Praça Tahrir, epicentro dos protestos contra Mubarak e onde manifestações ainda acontecem às sextas-feiras.

No plano econômico, as fontes mais importantes de renda do Egito permanecem estáveis, com o turismo sendo uma notável exceção. Os outros pilares da economia – a venda de gás e petróleo, receitas do Canal de Suez e as remessas de trabalhadores no exterior – permanecem estáveis ou em crescimento, segundo dados do Banco Central.

Mas essas fontes de renda têm conseguido pouco mais do que sustentar uma economia enferma. No geral, a atividade econômica chegou a um impasse há meses, com o crescimento esperado para menos de 2% este ano, uma queda brusca em relação aos 7% registrados em 2010. O desemprego oficial subiu de 9% para pelo menos 12%. O investimento estrangeiro é insignificante.

O tumulto revolucionário prejudicou mais o turismo do país. Quase 15 milhões de turistas visitaram o Egito em 2010, um recorde, mas o número caiu 42% até setembro deste ano, disse Amr Elezabi, o presidente da Autoridade de Turismo egípcia, com cerca de US$ 3 bilhões perdidos. 

Sempre que o número de turistas volta a aumentar, ele inevitavelmente cai por causa de tumultos periódicos.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Egito tem primeira mulher candidata à Presidência

Buthaina Kamel, apresentadora de televisão, de 49 anos, é a primeira mulher a disputar a Presidência na história moderna do Egito.

Mesmo admitindo que suas possibilidades são mínimas, disse que se candidata por princípios. “Pretendo mostrar ao mundo que o Egito é um país moderno, onde as mulheres têm direito de disputar os mais altos cargos do Estado, o que, como o voto, é um direito humano básico”, disse Kamel à IPS.

O Egito prevê realizar no dia 28 deste mês as primeiras eleições parlamentares desde a queda do regime de Hosni Mubarak em fevereiro, mas a data das presidenciais ainda é incerta. O governo interino, a cargo do Conselho Supremo das Forças Armadas, prometeu realizá-las, no máximo, em 2013.

Após começar sua carreira na rádio estatal, Kamel trabalhou grande parte dos anos 1990 como apresentadora de televisão. Em 2005, depois de um polêmico referendo sobre uma série de reformas constitucionais, entrou para a política. 

Logo se converteu em fervorosa integrante do movimento democrático Kefaya e se colocando em aberta crítica ao governo de Mubarak. “Participei de numerosas manifestações e marchas, especialmente contra a corrupção oficial”, afirmou.

Kamel destacou que também apoiou desde o começo os protestos que levaram à queda do regime. “Eu estava na Praça Tahrir (epicentro do levante popular) no dia 25 de janeiro, dia em que a revolução começou”, afirmou. Após a saída de Mubarak, voltou a trabalhar na televisão estatal. 

Porém, disse que foi “marginalizada” por seus superiores devido à sua resistência em limitar-se a ler o texto das notícias.

Desde então, foi interrogada em três ocasiões pelas autoridades militares, a última após ter questionado abertamente o Conselho Supremo. Kamel disse que se inspirou nos ativistas jovens – incluindo várias mulheres – que conheceu no transcurso do levante de 18 dias contra o regime.

“Tenho muita confiança nos jovens do Egito, em sua capacidade de liderar o país no próximo período”, afirmou. “As mulheres tiveram um papel importante na revolução, e muitas caíram como mártires. Agora, esperamos que gozem de um papel mais ativo na política nacional do que tiveram no passado”, acrescentou. 

A Constituição egípcia de 1956 concedeu às mulheres o direito de voto e de se candidatarem nas eleições nacionais. Entretanto, a participação feminina na política foi mínima durante os 30 anos de governo de Mubarak.

Dados divulgados pelo não governamental Centro do Cairo para o Desenvolvimento indicam que a participação de egípcias nas eleições nacionais entre 1981 e 2010 foi de apenas 5%. No mesmo período, as mulheres ocuparam apenas 2% das cadeiras no parlamento nacional e menos de 5% nos parlamentos municipais.

Embora tenha um enfoque moderno, Kamel não está filiada a nenhum dos muitos partidos liberais que emergiram após a revolução. Prefere apresentar-se como independente, e sua plataforma política se focará em defender “todos os egípcios privados do direito de votar”. 

“Não me apresento apenas pelas mulheres, mas pelos marginalizados (das regiões do sul) do Alto Egito e de Nubia, pelas tribos beduínas, pelos pobres, idosos e deficientes”, afirmou Kamel, destacando que seu programa político se concentraria principalmente em “combater a corrupção e o desemprego”.

O maior obstáculo que enfrenta é o fato de que neste país de maioria muçulmana, grande parte dos habitantes, tanto homens quanto mulheres, descartam a ideia de ter uma presidenta. 

Alguns partidos e grupos muçulmanos, especialmente a influente Irmandade Muçulmana, rejeitam completamente a possibilidade por motivos religiosos. Segundo explicou Essam al-Arian, vice-presidente do Partido Justiça e Liberdade, braço político da Irmandade, existem duas escolas de jurisprudência islâmica sobre este assunto.

“Alguns juristas dizem que é permitido ter uma mulher como chefe de Estado, e outros dizem que não. A Irmandade acredita que não”, disse Al-Arian à IPS. “Apoiamos o direito das mulheres à educação, ao emprego e inclusive a integrarem o parlamento ou serem ministras de governo, mas não o de ocupar o cargo de soberano nacional”, destacou. “Contudo, esta é nossa postura, e não a do Estado”, esclareceu.

“Naturalmente, ela tem o direito constitucional, como todos os cidadãos egípcios, de querer disputar a Presidência. Isto significa simplesmente que se a Irmandade prefere não apresentar uma candidata, definitivamente não impedirá que outros setores o façam”, ressaltou Al-Arian. 

Embora se espere que tenha bons resultados nas próximas eleições parlamentares, o Partido Justiça e Liberdade anunciou que não apresentará um candidato nas eleições presidenciais.

A ativista Esmat al-Merghani, primeira mulher a dirigir uma força política, o Partido Social Livre, elogiou a coragem de Kamel. “A candidatura de Buthaina impulsionará a imagem do Egito como um país moderno e civilizado”, declarou à IPS. 

“Mesmo não ganhando, já abriu uma nova porta para o avanço das mulheres, sem mencionar que tem a honra de ser a primeira egípcia a se candidatar à Presidência”, acrescentou.

Kamel, por sua vez, está otimista. “Quando converso com as pessoas, mesmo em redutos da tradição como Alto Egito e Delta do Nilo, o fato de ser mulher faz pouca diferença”, assegurou. 

“O importante é que ouço seus pontos de vista e entendo seus problemas. Estou plenamente consciente da natureza patriarcal da sociedade egípcia. E acredito ser capaz de liderar os mais de 80 milhões de habitantes do país”, acrescentou.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Milhares protestam contra prisão de ativista no Cairo

Pelo menos três mil pessoas marcharam na noite desta segunda-feira pelas ruas do Cairo exigindo a libertação imediata do ativista pró-democracia Alaa Abdel Fatah, detido ontem por uma corte militar. 

A manifestação, no entanto, rapidamente transformou-se num ato contra a junta militar que governa o país desde a queda do ditador Hosni Mubarak, em fevereiro passado.

"Abaixo o governo militar!" e "Alaa, estamos te apoiando, não pare!" eram os gritos de ordem mais ouvidos na já lendária Praça Tahrir, no centro da capital egípcia, de onde os manifestantes seguiram para a principal delegacia da cidade.

Pelo menos 200 policiais observaram a manifestação, mas não houve confrontos.

Alaa, de 29 anos, foi convocado a depor no domingo, mas se recusou a responder às perguntas da corte sob a alegação de que "não reconhecia o direito do Exército de investigar a violência atribuída a ele". 

Pesam contra o ativista acusações de incitar cristãos contra a polícia no último dia 9, quando choques entre a minoria copta do país e as forças de segurança causaram pelo menos 24 mortes no Cairo - na maior violência registrada desde a derrocada da ditadura.

Poucos dias depois de a Justiça condenar dois policiais a apenas sete anos de prisão pelo assassinato a pauladas do jovem Khaled Said em Alexandria - episódio que catalisou a ira popular e culminou no levante antiditadura, a detenção de Alaa reacendeu uma fúria pouco vista no Egito.

Alaa Abdel Fatah é um conhecido blogueiro - considerado, aliás, o primeiro do país - e ativista pró-democracia e, desde meados de 2005, denunciava violações de direitos humanos na internet. Ele é filho de um proeminente advogado, Ahmad Saif, preso e torturado por cinco anos durante o regime Mubarak, e de Laila Saif, ativista política e professora de Matemática na Universidade do Cairo.

Ainda em 2006, ele foi detido em um protesto pacífico por defender um Judiciário livre - e graças à mobilização virtual através do movimento "Free Alaa", o jovem foi libertado 45 dias depois. Temendo por sua segurança, o programador de software mudou-se para a África do Sul com a esposa, Manal. Mas, retornou ao Egito para engrossar o movimento anti-Mubarak na Praça Tahrir.

- Alaa está causando problemas (aos militares) porque é um ativista de longa data, que tem muitos simpatizantes e o poder de influenciar. Eles não querem que ouçamos a voz dele - afirmou o manifestante Andy Ishaq, de 24 anos, que usava um adesivo colado à roupa com os dizeres "sou contra julgamentos militares a civis".

Pelas redes sociais, crescem a indignação - sobretudo diante de novos rumores de mortes causadas por torturas em penitenciárias - e o movimento para libertar o ativista. Embora não haja dados precisos, estima-se que milhares de egípcios estejam sendo detidos sob acusações duvidosas e julgados em cortes militares.

- Estamos tentando manter o foco nos julgamento de civis também, e não só em Alaa - disse a esposa dele, Manal, prestes a dar à luz o primeiro filho do casal.

O Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ) chamou de "cúmulo da hipocrisia" a tentativa da junta militar de intimidar críticos com julgamentos militares. Em um comunicado, a Anistia Internacional também denunciou a prática.

Alaa Abd El-Fatah dando entrevista à Aljazeera


  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Visitas Recentes

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...