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Brasileiras no Egito não querem voltar ao Brasil

Amura comenta:

Como o Egito está tão perigoso como todos estão falando eu acho que os brasileiros poderiam voltar para o Brasil em questão de segurança mesmo, até tudo melhorar. Bom isso é minha opinião.

Taciana responde:

Mesmo o pais perigoso eh melhor que o Brasil no quesito seguranca.

O nosso medo eh pq estavamos acostumadas com a seguranca extrema que o pais oferecia.

Ainda assim, a incerteza do futuro eh o q mais assusta. Nos que somos casadas com egipcios nao eh tao facil levar eles pro Brasil.

Nao falam portugues, vao trabalhar de que??

No meu caso, meu marido eh pos doutorado, o q ele vai fazer em um pais que so tem o portugues de lingua? Faculdade so ensina em portugues no Brasil.
Ele vai largar todos os diplomas que ele tem, uma carreira sucedida e o reconhecimento pra ir pra um pais e comecar do zero??

Isso so aconteceria em caso de guerra, pq ai quem eh maluco de ficar aqui??

No mais, a gente se acostumou com a seguranca que a gente tinha, apesar da cultura ser bem idiota (meu ponto de vista) a seguranca era um fator preponderante pra gente ficar aqui.

Ainda assim, no Brasil eh a terra do Deus dara, muita violencia, muita gente bebada e drogada, promiscuidade... nao to dizendo que aqui nao tenha isso, mas se comparar com o Brasil aqui essas coisas sao quase nulas.

So por isso que nao voltamos. Melhor ficar aqui do que ir pro Brasil e ser sequestrada, estuprada, assaltada, torturada e morta, fora aguentar gente bebada com papo furado. 

Aqui ainda podemos andar cheias de ouro a qq hora do dia que nao chama atencao pq eh normal. O Egito, por tudo que aconteceu, ainda vai demorar um pouco a entrar nos eixos, se virar Brasil na questao SEGURANCA, eu serei a primeira a me mandar, mas pra outro pais, pq pro Brasil so volto se for vontade de Deus, pq por mim, nao volto nao.

Cristiane responde:

Faco minha as palavras da Taci...
Embora aqui esteja inseguro para quem mora (diferente de quem vem fazer turismo, onde a seguranca do turismo esta a todo vapor), ainda assim e infinitamente mais seguro e tranquilo que morar em sao paulo. 

O problema e que nos brasileiras estavamos "mal acostumadas" com a seguranca daqui, do quanto e diferente viver aqui em comparacao com Sao paulo, entao, agora, depois que os 20 mil bandidos foram soltos da prisao e ainda nao conseguiram capturar todos, tem muito bandido solto ainda e gera um clima de criminalidade, onde tem muito mais bandido por ai, mas ainda assim nao se compara ao que temos em Sao Paulo, nem de longe...

Temos que ter alguns cuidados, ao sair na rua, ao dirigir por estradas sozinhas, ao nao abrir a porta para estranhos, ao andar na rua a noite sozinhas , ao carregar muito dinheiro...sao cuidados meio basicos, mas nada se compara a violencia de ser assassinada no meio da rua por causa de um celular, como acontece em sampa. 

Alem da violencia, ha a certeza da impunidade no Brasil, ha o medo da vinganca do bandido ou dos comparsas, caso voce o denuncie...isso tudo nao ha aqui, aqui o bandido ainda e o mais fraco. 

A outra parte, a incerteza politica, social, isso e uma fase que temos que passar,nao sabemos do futuro, mas nao podemos abandonar o barco na primeira dificuldade, nao e? 

Aqui agora e meu lar, tenho vida aqui, marido, casa, nao posso e nem quero "passar ferias" no Brasil enquanto a situacao melhora e deixa-lo sozinho num momento dificil...e morar la novamente esta fora de questao, pelo menos por enquanto...por tudo que a Taci falou, e porque ja tivemos a experiencia de morar la...e decidimos mudar para ca. 

Se a situacao fosse como na Libia, com certeza ja teriamos ido embora, mas esta bem longe disso, gracas a Deus.

Mas isso tudo eu falo no meu caso, mas tem algumas brasileiras que foram para o Brasil sim...

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Presidenciais serão realizadas 1 ou 2 meses após Legislativas

O Egito terá eleições presidenciais "um ou dois meses" depois das legislativas de setembro, anunciaram hoje as forças armadas egípcias, que asseguram atualmente a liderança do país.

O anúncio foi feito à comunicação social pelo Conselho Supremo das Forças Armadas, durante a apresentação de uma "declaração constitucional", que pretende ser um garante durante o período de transição política, antes do regresso ao poder de um regime civil.

As forças armadas egípcias assumiram a governação do país depois da queda do Presidente Hosni Mubarak, em fevereiro.

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Eleições Parlamentares Serão em Setembro

O Conselho Militar Supremo que governa o Egito confirmou nesta segunda-feira que o país realizará eleições parlamentares em setembro e anunciou que as leis de emergência em vigor no país desde 1981 serão suspensas para a realização do pleito.

A eleição para o parlamento deve ser seguida de uma eleição para presidente, mas os militares não anunciaram quando esse outro pleito será realizado

Os militares também não revelaram quando, exatamente, o estado de emergência será suspenso.

As leis do estado de emergência dão poder quase ilimitado à polícia do país, que pode realizar detenções sem acusações formais.

O fim dessas leis era uma das reivindicações dos manifestantes egípcios que foram às ruas do país no mês passado, forçando a renúncia do presidente Hosni Mubarak, após quase 30 anos no poder.

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O Egito pode transferir eleições presidenciais para 2012

É mais provável que o Conselho Superior das Forças Armadas do Egito vá transferir as eleições presidenciais para os meados de 2012, escreve o jornal “Al-Masri al-Yaum”. 


Esperava-se que as eleições parlamentares no país seriam realizadas em setembro e as presidenciais - antes de dezembro deste ano. 

Segundo o jornal, os militares egípcios esperam que antes deste prazo consigam preparar uma nova constituição com base na qual será eleito o chefe de estado.
Fonte: Voz da Rússia

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Bolsa do Egito reinicia atividades com queda de quase 10%

A Bolsa de Valores do Egito, que permanecia fechada desde 27 de fevereiro devido às revoltas populares que eclodiram dois dias antes, reiniciou suas atividades nesta quarta-feira e nos primeiros minutos de operações registrava queda de quase 10%.


Após vários adiamentos, a Bolsa do Egito terá pregão reduzido nesta quarta, das 10h30 às 13h (das 5h30 às 8h de Brasília), uma hora e 30 minutos menos que o habitual.

O índice principal da bolsa, o EGX-30, caiu dos 5.646,5 pontos às 5.085,63 unidades nos primeiros minutos de atividade, ou seja, 9,93%.

Em sua última jornada, em 27 de fevereiro, o EGX-30 registrou perdas de 10,52%, frente aos 6,14% que havia descido no pregão anterior.

A partir de dias após o início da rebelião popular, as autoridades da Bolsa do Egito apresentaram várias razões para não retomar as operações, incluindo agitação social, o fechamento dos bancos e a perda de documentos.

O último adiamento ocorreu em 3 de março, data na qual foi designado o novo primeiro-ministro do país, Essam Sharaf.

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Revolução no Egito deixou 685 mortos e 5 mil feridos

A revolução que agitou o Egito entre 25 de janeiro e 11 de fevereiro deixou 685 mortos e mais de cinco mil feridos, segundo um relatório da comissão encarregada da investigação dos fatos ocorridos durante esse período.


O relatório, elaborado por um comitê do Conselho de Direitos Humanos egípcio, revela as irregularidades cometidas pelas forças de segurança contra os manifestantes durante a revolução, assim como os nomes de empresários, oficiais de Polícia e altos cargos implicados nos ataques contra os manifestantes.

O documento foi entregue à Junta Militar que dirige o país, ao primeiro-ministro egípcio, Essam Sharaf, e à Procuradoria Geral, e se baseou em informações fornecidas pelos hospitais que atenderam às vítimas.

O relatório detalha que 1.200 manifestantes ficaram feridos nos olhos, e que alguns deles perderam a visão, o que segundo o estudo revela a intenção dos policiais de matar as pessoas que participavam dos protestos.

A maioria dos ferimentos foi registrada na parte superior do corpo das vítimas, segundo o relatório.

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'SIM' vence em referendo para modificar Constituição Egípcia


A Comissão Eleitoral do Egito anunciou neste domingo a vitória do "sim" no referendo para modificar a Constituição, realizado ontem, com 77,2% dos votos.

O anúncio foi realizado em entrevista coletiva pelo presidente da Comissão Suprema Judicial para a supervisão do referendo constitucional do Egito, Mohammed Ahmed Attiyah.

Mais de 14 milhões de egípcios, ou seja, 77,2% dos eleitores, disseram "sim" às emendas propostas à Constituição, e mais de 4 milhões (22,8%) opuseram-se, afirmou Attiyah, em coletiva de imprensa. 

Em torno de 18,5 milhões de pessoas compareceram às urnas, completou, uma participação de 41% dos 45 milhões de egípcios em idade para votar.

Os partidários dessa reforma limitada asseguram que esta é suficiente para organizar o retorno ao poder civil em alguns meses, após as eleições legislativas e presidenciais, conforme os planos do exército que dirige o país desde a saída de Hosni Mubarak.

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El Baradei confirma presença nas Conferências do Estoril

O Prémio Nobel da Paz e líder da oposição egípcia, Mohamed El Baradei, vai participar na próxima edição das Conferências do Estoril de 4 a 6 de Maio.


El Baradei foi distinguido em 2005 com o Prémio Nobel da Paz, pelos esforços realizados para evitar a utilização indevida da energia nuclear em palcos de guerra garantindo que esta só seja usada para fins pacíficos.

Mais recentemente o líder da oposição egípcia teve um papel determinante na revolução egípcia, perfilando-se, actualmente como um dos candidatos à presidência daquele país.

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Fotos do Referendo 19 de Março - by Taci




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Multidão Impede ElBaradei de Votar


(fonte: Frank Willian)

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O Livro dos Mortos


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Referendo é o primeiro grande teste do novo Egito nas urnas

Os egípcios vão às urnas neste sábado para um referendo sobre emendas constitucionais, uma votação que constitui um primeiro teste para a transição conduzida pelo exército desde a queda do presidente Hosni Mubarak.

Os eleitores devem decidir entre o "sim", favorável a uma transição rápida com mudanças limitadas pela Constituição, e o "não", que defende uma nova lei fundamental, sendo necessário mais tempo e a revisão do processo iniciado pelos militares.

Um fracasso deste referendo complicaria a tarefa do exército, que espera passar à organização das eleições legislativas e presidenciais, a princípio em seis meses, com a finalidade de devolver ao país mais populoso do mundo árabe um poder civil.

Esse calendário ainda indicativo permitiria aos militares cumprir com sua promessa de não ficar muito tempo à frente do país, mas ele é considerado por alguns muito fechado para garantir uma verdadeira democratização.

Há apenas cinco semanas da demissão de Mubarak, derrubado pela pressão das ruas, e da transferência de seu poder a um conselho de generais, "essa votação constitui um dos primeiros frutos da revolução", declarou o presidente da comissão eleitoral, Mohamed Atteya.

"Pela primeira vez na história, os egípcios vão poder participar de um voto transparente e de credibilidade, abrindo caminho a uma nova república fundada no Estado de Direito, na justiça e igualdade", afirmou.

Cerca de 45 milhões de egípcios com 18 anos ou mais foram convocados a ir às urnas para aprovar ou rejeitar os blocos de ementas propostos.

Uma das principais modificações envolve a duração de uma presidência, limitada a dois mandatos de quatro anos, contra a de mandatos de seis anos em número ilimitado de atualmente.

As condições de candidatura, que impedem de fato um independente de se apresentar à presidência, ficaram mais flexíveis. As condições ligadas à nacionalidade egípcia da família de candidatos - pais, cônjuges - foram, em contrapartida, reforçadas.

Os partidários da revisão proposta pertencem principalmente à Irmandade Muçulmana, o movimento de oposição mais organizado. Um de seus membros fez parte da comissão encarregada de preparar as alterações.

Contra eles, uma coalizão de partidos, movimentos e personalidades denuncia um referendo organizado às pressas, que mantém de fato o sistema ultrapresidencial que permitiu Mubarak reinar sozinho por trinta anos.

Mesmo com alterações, "manter a antiga Constituição daria ao futuro presidente muitos poderes, algo que o povo não pode aceitar em sua busca pela democracia, pela liberdade", afirmou Amr Moussa, chefe da Liga Árabe que não esconde sua vontade de concorrer à presidência.

"Remendar a Constituição é uma ofensa à revolução egípcia", declarou, por sua vez, o opositor Mohamed ElBaradei, ex-alto funcionário internacional e prêmio Nobel da Paz em 2005. ElBarade reivindica um texto completamente novo, redigido por uma Assembleia Constituinte.

O exército informou que, em caso de rejeição, seria posto em prática o "plano B", uma "declaração constitucional limitada" permitindo organizar as próximas etapas da transição. No entanto, nenhum detalhe foi divulgado sobre as modalidades.

Prudente quanto ao resultado do referendo, o poder militar declarou que "a aceitação ou a rejeição das alterações é um direito".

A comissão eleitoral informou que mais de 30 mil militares serão mobilizados, além da polícia, para garantir a segurança ao redor dos escritórios eleitorais.

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Clinton visita Praça Tahrir para mostrar aos Egípcios o apoio dos EUA

"Olá. Como está?" "É ótimo estar aqui." Foi sem aviso, e num tom informal, que Hillary Clinton, a chefe da diplomacia norte-americana, passeou ontem pela Praça Tahrir, no Cairo. 


Surpreendeu quem por ali passava e declarou-se "muito entusiasmada" por visitar o lugar onde a revolução contra Hosni Mubarak nasceu e foi crescendo até forçar o Presidente egípcio a abandonar o poder.

A visita, descrevia ontem o Washington Post, foi "um momento luminoso" numa viagem ensombrada tanto pelas más notícias que chegam da Líbia e do Bahrein, como pela recusa dos movimentos de jovens pró-democracia em encontrar-se com a secretária de Estado, a mais alta representante dos EUA a visitar o Egipto desde a revolução.

Num comunicado emitido na véspera, a Coligação da Revolução de 25 de Janeiro explicou a desfeita com "a posição débil da Administração americana no início da revolução". Na altura, surpreendida com a dimensão que a contestação assumia no Egipto, Clinton garantiu que o regime de Hosni Mubarak era "estável". Os jovens egípcios também não perdoam a Washington que, mesmo depois das revoluções na Tunísia e no Egipto, "continue a ajudar e a apoiar numerosos regimes repressivos e não democráticos na região", numa referência às alianças que mantém com as monarquias do Golfo.

Mas ontem, na Praça Tahrir a animosidade em relação aos Estados Unidos não era visível entre os que se aproximaram de Clinton. "Obrigado por ter vindo à Tahrir", disse-lhe um homem de meia-idade, enquanto outros gritavam: "Bem-vinda ao Egipto." Protegida por seguranças e rodeada de repórteres, Clinton passou 15 minutos a trocar apertos de mão com quem encontrou pelo caminho e acenando aos que, de longe, assistiam ao aparato. No final, falou numa experiência "emocionante".

"Ver o sítio onde a revolução aconteceu e tudo o que ela significou para o mundo foi extraordinário", afirmou aos jornalistas, dizendo que as cenas a que ali se assistiu demonstram bem "o poder do espírito humano e a busca universal pela liberdade, os direitos humanos e a democracia".

A chefe da diplomacia americana seguiu depois para encontros com o general Hussein Tantawi, chefe da junta militar que detém as rédeas da transição, e com o novo primeiro-ministro interino, Essam Sharaf. No final não houve declarações à imprensa, mas a chefe da diplomacia norte-americana repetiria mais tarde que Washington está disponível para apoiar a transição "de todas as formas possíveis".

A visita de Clinton - que ontem anunciou que não fará parte da Administração num segundo mandato de Barack Obama - acontece a três dias do referendo às alterações à Constituição. Boa parte da oposição considera as emendas insuficientes, pedindo uma Constituição nova, e quase todos os movimentos julgam apressada a realização da consulta popular, que será seguida a breve prazo por eleições legislativas e presidenciais.

A excepção é a Irmandade Muçulmana, que por ser o mais organizado dos movimentos de oposição deverá sair reforçada destas votações. Ontem, sem se referir directamente aos islamistas, Clinton disse que o "grande desafio" que os egípcios têm pela frente será o de "garantir que ninguém sequestra a revolução ou a reivindica só para si excluindo todos os outros".
(fonte: Público)

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Os Primeiros Poemas Egipcios


Até onde se sabe, foi no período do Novo Império (1580 a 1085 aC) que surgiram os primeiros poemas de amor egípcios. Evidentemente, eles não tinha a forma lírica que nós conhecemos, nem eram rimados. Talvez tivessem um "ritmo", mas é difícil saber, porque desconhecemos qual era a pronúncia real da língua.

A linguagem é simples e direta, retratando a fala de um ou outro dos amantes, ou de ambos alternadamente, ou ainda de uma terceira pessoa, o "poeta".

Vejamos um desses poemas, que fazem parte do Papiro Harris 500, escrito por volta de 1300 aC, e guardados no British Museum:


Ele: É uma bebida inebriante para mim o ouvir a tua voz,
oh, magnífica do meu coração.
Vem. 
É a hora da eternidade que nos chega.

Ela: Meu coração fica em suspenso quando estou em teus braços,
oh, dono do meu corpo,
e tu fazes aquilo que se espera.
Oh, sim, é doce a hora da eternidade.

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Egito tenta impedir conflito entre muçulmanos e cristãos

O novo gabinete de governo do Egito tentou tranquilizar a população, após ter enviado a polícia de volta às ruas depois que violentos confrontos entre muçulmanos e cristãos deixaram 13 mortos e 140 feridos semana passada. 

O novo primeiro-ministro do país, Essam Sharaf, emitiu um decreto que ordena à polícia que "em força total conduza os seus deveres nacionais" e impeça mais violência entre as duas comunidades. 

A luta começou quando uma multidão de muçulmanos atacou milhares de cristãos que protestavam contra a demolição de uma igreja em Soul, vilarejo logo ao sul do Cairo. 

Os muçulmanos queimaram a igreja em protesto contra o namoro de uma jovem islâmica e um homem cristão. O namoro levou a uma violenta disputa entre as famílias. O pai da jovem foi morto, bem como um primo do cristão.

Funcionários da segurança egípcia informaram que dos 13 mortos, sete eram cristãos e seis muçulmanos. Dos 140 feridos, 72 são muçulmanos e 68 cristãos. A polícia deteve 20 pessoas.

Os cristãos coptas formam uma minoria de 10% dos 80 milhões de egípcios.

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Referendo em 19 de Março

Próximo dia 19, sabado, sera feriado no Egito por conta do referendo, onde o povo poderá votar nas emendas da Constituição...

É possível votar com os documentos de identidade, não é necessário titulo de eleitor. 


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Egípcio batiza filha com nome de Facebook


Um jovem egípcio deu o nome de Facebook à sua filha recém-nascida. 

O jovem, na casa dos 20 anos, disse ao jornal ‘Al-Ahram’, um dos maiores do Egito, que o objectivo era homenagear as redes sociais.

Tanto o Facebook como o Twitter tiveram um importante papel como veículo para a mobilização das multidões que se mantiveram na praça Tahrir durante semanas até ao derrube do presidente Hosni Mubarak.

O Facebook tem cinco milhões de usuários no Egito, mais do que em qualquer outro no Magrebe e Médio Oriente. 

O site reportou um crescimento de usuários no Egito no mês passado, com 32 mil grupos e 14 mil páginas criadas nas duas semanas da revolta.
(fonte: Tech & Net)

(imagem: Tech Crunch)

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Líder egípcio indica que manterá tratado de paz com Israel

O presidente da Liga Árabe, Amr Moussa, que quer concorrer à presidência do Egito, indicou nesta terça-feira (8) que vai manter um tratado de paz com Israel e prometeu combater a corrupção e fazer com que o país mais populoso do Oriente Médio se transforme numa democracia moderna.

Moussa, que é um conhecido diplomata de carreira e já foi ministro de Relações Exteriores, anunciou no mês passado que planeja concorrer nas eleições presidenciais do Egito no final deste ano. 
O ex-presidente Hosni Mubarak foi forçado a deixar o cargo no dia 11 de fevereiro depois de 18 dias de protestos populares pedindo sua renúncia.

Falando para algumas centenas de egípcios reunidos em um centro cultural, Moussa disse que vai "ouvir os jovens do Egito" e trabalhar junto com eles para tornar o país uma potência regional. À pergunta sobre o tratado de paz com Israel, ele disse que "nós egípcios temos a responsabilidade de lançar os fundamentos para a paz".

Moussa disse, no entanto, que vai possivelmente reconsiderar os termos de um controverso acordo sob o qual o Egito tem de vender a Israel 1,7 bilhão de metros cúbicos de gás por ano por 15 anos. Esse acordo tem despertado críticas internas, e há quem alegue que o gás é vendido por preços abaixo dos de mercado. 

Outros se ressentem com o tratamento de Israel para com os palestinos e dizem que o Egito não deve fornecer energia aos israelenses. As informações são da Associated Press.

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Ópera Akhnaten - by Philip Glass

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Dez mortos em Violência Religiosa no Cairo

Dez pessoas morreram e pelo menos 110 ficaram feridas na noite de terça-feira, durante violentos confrontos religiosos no Cairo, informou hoje (quarta-feira) o ministério da Saúde.

"O número total de feridos internados em hospitais depois da violência (de terça-feira) nos bairros de Moqattam, da Citadela e Sayeda Aisha é 110, e 10 pessoas foram mortas", indicou Sherif Zamel, director dos serviços de emergência do ministério, sem dar mais detalhes ou informar a religião das vítimas.

Mais cedo, um padre copta havia anunciado a morte de pelo menos seis fiéis e 45 feridos nos confontos entre muçulmanos e cristãos coptas.

"Temos no hospital os corpos de seis coptas, todos eles mortos a tiros", disse à AFP Samann Ibrahim, referindo-se à pequena clínica que mantém na sua paróquia.

Os confrontos aconteceram na noite de terça-feira, quando os cristãos, muito numerosos neste bairro pobre da zona leste do Cairo, protestavam contra o incêndio de uma igreja ao sul da capital egípcia.

Os manifestantes foram atacados por salafistas armados, que também abriram fogo contra as casas dos cristãos.

Os coptos (cristãos do Egipto) protestavam por causa da violência de que a comunidade foi vítima e que acabou com um incêndio que destruiu grande parte da igreja de Al Shahidaine, situada em Soul, sul do Cairo.

Mais de mil cristãos reuniram-se terça-feira no centro de Cairo enquanto que outros bloquearam uma rodovia para protestar contra esta violência confessional.

Os coptas representam seis a 10% da população do país, e se dizem vítimas de discriminação e perseguição.

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Tweets from Tahrir - Livro reúne posts da Revolução Egípcia

A editora OR Books vai lançar um livro que reúne os tweets feitos entre janeiro e fevereiro no Egito, contando em 140 carateres a revolução que levou à queda de Mubarak.

O livro “Tweets from Tahrir” conta a revolução na primeira pessoa. Centenas de jovens documentaram com os seus celulares/telemóveis cada passo da revolução, à medida que ia acontecendo.

Diz a editora norte-americana na apresentação do livro que “a história nunca foi escrita desta forma”. “Tweets from Tahrir” junta os posts dos que viveram os acontecimentos na praça Tahrir e daqueles que os organizaram, bem como as fotografias que foram sendo colocadas na rede.

No prefácio da publicação, a escritora vencedora de um Booker Price Ahdaf Soueif escreve que “sem os novos mídia a Revolução Egípcia não podia acontecer da mesma forma. As causas da revolução foram muitas e arreigadas. O momento da mudança chegou – mas foi a natureza instantânea e de difusão dos novos mídia que tornou possível o reconhecimento do momento e o tornou numa manifestação tão efetiva”.

O livro tem edição do activista Alex Nunns e de Nadia Idle, uma anglo-egípcia que estava no Cairo, na praça Tahrir, quando Mubarak caiu.

A editora OR Books já está a aceitar pré-inscrições para a compra do livro, que começará a ser distribuido no próximo mês. O livro custa 12 dólares e o ebook 10 dólares. Pode comprar os dois pelo preço de 16 dólares.


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Novo Primeiro Ministro pede ajuda aos jovens


O novo primeiro-ministro do Egito pediu hoje à população, sobretudo aos jovens, para que desenvolvam esforços no sentido de impulsionar a economia nacional, afetada pela revolta popular que levou à demissão do regime de Hosni Mubarak.

No seu primeiro discurso oficial à nação, Essam Charaf prometeu uma economia "dentro das regras da justiça social", pediu aos jovens para participarem na recuperação do país e comprometeu-se a respeitar todos os tratados internacionais.

O novo primeiro-ministro egípcio, uma figura popular entre os jovens militantes pró-democracia que desencadearam a revolta anti-regime no final de janeiro naquele país, fora nomeado na passada quinta-feira.

(fonte: Google Noticias

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Medidas para Implementação da Democracia no Egito

O conselho de administração militar do Egito nomeou o ex-ministro dos Transportes, Essam Sharaf, como o novo primeiro-ministro do país. 

Sharaf enfrenta agora o desafio de formar um novo governo no Egito e implementar as reformas democráticas exigidas pelos manifestantes.  

Com o intuito de ajudar neste processo, a entidade de direitos humanos Human Rights First esboçou uma série de medidas que podem auxiliar os líderes do Egito na construção de um país mais democrático e um governo capaz de responder às necessidades do povo egípcio. 

“É urgente que as autoridades de transição no Egito demonstrem avanços no atendimento às demandas por mais democracia, mais liberdade política e por um governo que atenda às necessidades do povo”, disse Human Rights First, representante da entidade.

Segundo a Human Rights First, os Estados Unidos deveriam pressionar para que as autoridades egípcias promovam reformas que incluam os seguintes itens:

- Participação do exército no poder executivo, mesmo durante o período de transição, através da nomeação de um conselho executivo interino formado por civis.

- Revogação da legislação repressiva, pelo governo, incluindo a Lei de Emergência, leis que restrinjam os partidos políticos e leis que prejudiquem a independência das associações profissionais e organizações não-governamentais.

- Libertação de todos os presos políticos, pois relatórios indicam que nem todos foram libertados.

- Fim das detenções arbitrárias e da tortura, práticas comuns no governo Mubarak. Há relatos de que o problema continua, embora em escala muito menor.

- Avanços significativos na reforma constitucional, com revisão dos trechos principais da Constituição, que deve ser modificada para permitir eleições livres.

- Criar uma autoridade de transição independente que regule o sistema de telecomunicações do Egito, para assegurar o livre fluxo de informações, a privacidade dos usuários, e evitar o monitoramento da oposição política através da interceptação de dados.
(fonte: Exame.com)

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Telefones de guias que falam Portugues - by Cris


Os tres sao bons guias, a empresa que meu marido trabalha ja trabalhou com os dois primeiros e o terceiro foi recomendado por uma outra amiga brasileira.

Rafat Khalifa 010 1438326

Bassam Swefi 010 5682780

Ihab Hamdy 012 7804253

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Egito nomeia novo gabinete sem integrantes da era Mubarak

O novo governo egípcio dirigido por Essam Sharaf, livre de várias figuras da era Mubarak, como exigiam os manifestantes pró-democráticos, prestou juramento nesta segunda-feira perante o chefe do Conselho Supremo das forças armadas, o marechal Hussein Tantawi.
Seis ministérios foram renovados, incluindo os de Interior, Relações Exteriores e Justiça.

Nabil al Arabi, um diplomata de carreira, substituiu Ahmed Abul Gheit - um barão do governo do presidente deposto - à frente da diplomacia egípcia. Enquanto isso, o general Mansur al Issaui foi nomeado titular de Interior, tomando o lugar de Mahmud Wagdi, e o ex-procurador geral Mohamed el Guendi foi designado para liderar a Justiça.

O ministério do Petróleo ficou a cargo de Abdullah Ghorab, antigo dirigente de uma sociedade petroleira pública; o de Cultura nas mãos de Emad Abu Ghazi, um professor de universidade; e o de Mão de Obra (Trabalho) sob a responsabilidade de Ahmed el Borei.

Em um discurso televisionado, Sharaf pediu aos jovens que iniciaram a revolta popular contra o regime de Hosni Mubarak que agora ajudem no processo de transição.

"Pedimos aos jovens que participem socialmente e economicamente como o fizeram politicamente", explicou Sharaf, que afirmou que o governo egípcio toma sua legitimidade e sua força do povo.

"O governo confirma seu compromisso total com os tratados e convenções internacionais", afirmou, referindo-se ao tratado de paz com Israel.

Por sua vez, o novo chanceler Al Arabi, de 75 anos, formou parte da equipe que negociou a paz com Israel em 1978-1979. Egito e Jordânia são os únicos países árabes que firmaram a paz com os israelenses.

Ex-embaixador na ONU, diplomata respeitado e especialista em Direito Internacional, Al Arabi figura em uma lista de 25 pessoas propostas para uma coalizão de movimentos de jovens que iniciaram a revolta contra Mubarak, que apresentou sua renúncia em 11 de fevereiro sob a pressão popular.


O novo ministro do Interior, Mansur al Issaui, se comprometeu no domingo a fazer todo o possível para "restabelecer a segurança e a estabilidade" e a tomar "todas as medidas necessárias para restabelecer a confiança entre o cidadão e a polícia".

Os policiais desertaram das ruas do Egito alguns dias após o início da revolta. Pouco a pouco vão retornando aos seus postos de trabalho, mas a situação ainda não voltou ao normal.

Sharak é popular entre os jovens militantes pró-democráticos. Nomeado na quinta-feira substituindo Ahmad Shafiq, que renunciou, compareceu no dia seguinte à Praça Tahrir, convertida no símbolo da "revolução", onde foi aclamado por uma multidão entusiasmada.

Perante milhares de pessoas, comprometeu-se a satisfazer os pedidos populares, que exigem uma mudança democrática.

Ahmad Shafiq e seu governo foram nomeados nos últimos dias de Mubarak no poder. Inclusive depois de uma primeira remodelação, o Executivo foi rejeitado pelos opositores, particularmente pelas organizações de jovens, devido à presença de diversas pessoas próximas ao presidente deposto.

O novo governo deverá enfrentar uma situação econômica complicada. A Bolsa do Cairo fechou "indefinidamente" e o país perdeu semanas preciosas de receita. Sharaf, no entanto, mostrou-se otimista sobre uma recuperação da atividade econômica.

O novo gabinete também deverá aplicar as reformas políticas tomadas pelo Exército, a quem Mubarak cedeu o poder quando renunciou.

O Conselho supremo das forças armadas suspendeu a Constituição e dissolveu o Parlamento. Está prevista a realização de um referendo sobre as emendas ao texto no dia 19 de março, antes das eleições legislativas e presidenciais que, a princípio, devem ocorrer antes de setembro.

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Rixa entre muçulmanos e cristãos provoca incêndio em igreja


Uma igreja foi incendiada neste sábado no Egito por uma multidão que atacou um templo depois da morte de duas pessoas. 


Os muçulmanos não aceitavam o fato de a filha da família deles manter uma relação amorosa com um cristão. Os incidentes ocorreram na aldeia Sol, no Cairo.

A discussão começou porque a filha do agricultor muçulmano namorava com um comerciante cristão e os seus parentes não aceitavam o relacionamento. 

A briga entre as duas famílias terminou com as mortes dos dois patriarcas.
Depois do enterro, várias pessoas foram à Igreja Dois Mártires e atearam fogo no templo.

A polícia e os bombeiros foram ao local para manter a ordem no local. O Ministério do Interior do Egito apelou para que os cidadãos não reajam.

Segundo as autoridades egípcias, o grupo Exército do Islã, vinculado à Al Qaeda, foi o responsável pela execução do ataque.

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Delegacias de Polícias são Invadidas

Prédios dos serviços de segurança do Estado foram atacados neste sábado no Egito por manifestantes que buscavam provas de abusos cometidos pelo poderoso aparato, cuja dissolução é exigida pelos militantes pró-democracia, informaram testemunhas.


Em Sheij Zayed, nos arredores do Cairo, centenas de manifestantes tentaram penetrar na sede local da segurança do Estado. Os funcionários destes serviços atiraram para o ar antes que o exército interviesse para impedir que o prédio fosse tomado pelos militantes.

A dissolução dos serviços de segurança do Estado, acusados pelas organizações de direitos humanos de abusos e torturas, é uma das principais reivindicações dos militantes pró-democracia.

Um dos manifestantes afirmou à AFP que seu objetivo era se apoderar dos dossiês de segurança do Estado "por medo de que as provas das violações sejam destruídas".

"Era possível ver no interior policiais queimando papéis", assegurou uma testemunha.

"As janelas estavam abertas e os papéis voavam pelas janelas", acrescentou outro, em uma conversa por telefone com a AFP.

Em Marsa Matrouh, cidade situada a noroeste do Cairo, na costa Mediterrânea, um grupo de manifestantes conseguiu entrar na sede da segurança e se apoderar de documentos, antes de incendiar o edifício, do qual saía uma espessa coluna de fumaça, informou uma testemunha à AFP.

Os manifestantes se sentaram depois em um café próximo para analisar os documentos, acrescentou.

Na sexta-feira, vários manifestantes foram feridos a tiros durante um protesto que pedia a dissolução da segurança do Estado em Alexandria, a grande cidade do norte do Egito.

O exército, que governa o país desde a renúncia por pressão popular do ex-presidente Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro, precisou intervir para restabelecer a calma.

A ira contra os abusos diários e a tortura por parte da polícia foi um dos elementos que provocou, desde o dia 25 de janeiro, a onda de manifestações sem precedentes que acabou com o regime de Mubarak, após quase 30 anos no poder.

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