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Egito deve limitar mandato a oito anos


Depois de três décadas do governo de Hosni Mubarak, o próximo presidente do Egito só deverá ter permissão para ficar no cargo por oito anos. 


É o que determinam as emendas constitucionais, preparadas neste sábado por um comitê judiciário nomeado pelo conselho militar que governa interinamente o país. Mas, as propostas ainda serão submetidas a um referendo antes das eleições parlamentares e presidenciais que devolverão o poder aos civis.

Mubarak exercia seu quinto mandato consecutivo de seis anos, quando foi derrubado no dia 11 de fevereiro pela população egípcia. Os manifestantes exigiram reformas que colocassem fim ao governo ditatorial. 

A conclusão das emendas é um marco no caminho do Egito rumo às eleições verdadeiramente democráticas, que o conselho militar promete realizar dentro de seis meses.

Emendas - De acordo com as novas propostas, as eleições no país serão submetidas à supervisão judicial, explicou o juiz aposentado Tariq al-Bishri, chefe do comitê judiciário. Ele ressaltou que os novos termos para a candidatura vão ser menos exigentes que os atuais. 

Pela futura norma, candidatos à presidência precisarão do apoio de 30 parlamentares, aliviando a exigência anterior de suporte de 250 membros de uma série de assembleias eleitas. Além disso, os concorrentes também vão precisar do apoio de 30 mil votantes elegíveis de 15 municipalidades. 

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Orkontro: Cris & Marta

Esse foi o encontro entre Cris (esquerda) e Marta, semana passada no shopping City Stars. 
Cris disse que foi bem gostoso... elas bateram perna, tomaram cafe, comeram doce e relaxaram um pouco a tensao dos ultimos dias...


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Processo de transição no Egito segue incerto


Uma evolução democrática no Egito, país de enorme peso no mundo árabe, pode ser crucial para o futuro da região, afetada por um violento terremoto político.

Entretanto, o processo de transição ainda é muito incerto, estimaram nesta sexta-feira altos funcionários da diplomacia e especialistas.

Desde a renúncia do presidente Hosni Mubarak, ministros e altos dirigentes ocidentais se apressaram a visitar o Egito para estimular o poder provisório a cumprir com suas promessas de reformas, apesar das dificuldades e reticências.

"Temos fé na capacidade do Egito de realizar uma transição bem sucedida, que será um exemplo para o resto da região. É particularmente importante agora, quando o mundo árabe vive mudanças profundas", declarou o subsecretário de Estado das Relações Políticas americano, William Burns.

Este alto diplomata, porém, reconhece que "o caminho não será tranquilo, e é justamente o início de uma complicada transição democrática", indicou Burns na semana passada durante uma visita ao Egito.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, e os ministros das Relações Exteriores alemão, italiano e sueco também visitaram recentemente o país com mensagens semelhantes.

Embora o movimento de protestos no mundo árabe tenha se iniciado na Tunísia, foram os acontecimentos no Egito que de fato atribuíram a ele sua atual força.

Com mais de 80 milhões de habitantes, o Egito é de longe o mais povoado dos países árabes, e suas evoluções internas e externas marcaram a região em diferentes ocasiões.

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Primeiro-Ministro britânico vai ao Egito


O primeiro-ministro britânico, David Cameron, chegou nesta segunda-feira ao Egito, tornando-se o primeiro chefe de governo a visitar o país desde que o ex-presidente Hosni Mubarak deixou o poder, há dez dias.
Cameron se reunirá com os líderes do governo militar bem como opositores do ex-presidente.
"Esta é uma grande oportunidade de dialogar com as autoridades que estão governando o Egito com o objetivo de garantir que esta seja uma transição genuína de um governo militar para um governo civil, e para ver o que países amigos, como a Grã-Bretanha e outros países europeus, podem fazer para ajudar", disse o premiê britânico, durante o voo para a capital egípcia, Cairo.
"O que é revigorante neste processo é que não se trata de uma revolta islâmica. Não são extremistas que tomaram as ruas. São pessoas que querem o mesmo tipo de direitos básico que damos como certo na Grã-Bretanha", disse Cameron sobre as mudanças no Egito.
O premiê deve pedir a revogação das leis de emergência, que estão em poder desde a saída de Mubarak.

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Canal de Suez é aberto para navios de guerra


O governo israelense criticou a passagem, permitida pelas novas autoridades egípcias, de dois navios de guerra iranianos pelo Canal de Suez.
É a primeira vez desde a Revolução Islâmica no Irã, em 1979, que navios de guerra iranianos atravessam o canal de Suez, que liga o Mar Vermelho ao Mar Mediterrâneo e é controlado pelo Egito.
As autoridades militares que governam o Egito desde a queda do presidente Hosni Mubarak afirmaram que não têm objeção à travessia dos navios iranianos, sob o argumento de que o país não tem conflitos com o Irã.
Segundo o governo iraniano, a fragata Alvand e o navio de suprimentos Kharq estão a caminho do Mediterrâneo para participar de uma missão de treinamento em conjunto com a Marinha síria.
A bordo do Kharq há helicópteros e 250 tripulantes. O Alvand está armado com torpedos e mísseis.
Os navios entraram no canal de Suez às 5h45 do horário local e deverão concluir a travessia no final da tarde desta terça-feira.

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A Situação no Egito Atual

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Bancos e Pirâmides Reabrem


Os bancos egípcios abriram neste domingo, dia 20 de fevereiro, após uma semana fechados, período em que a economia do Egito, prejudicada pela crise política provocada pela revolta que derrubou Hosni Mubarak e protestos trabalhistas posteriores, mostrou dificuldades para retomar o ritmo.

Os novos governantes militares monitoravam de perto como muitos egípcios voltavam ao trabalho no primeiro dia da semana, após a emissão de uma advertência que proíbe protestos trabalhistas, dizendo também aos trabalhadores que abandonem seu fervor revolucionário.

O Museu Egípcio do Cairo e as pirâmides de Gizé estão entre os pontos turísticos que foram reabertos ao público pela primeira vez em cerca de três semanas. 

O lucrativo setor turístico do Egito sofreu um golpe depois que estrangeiros se afastaram do país devido às agitações. Ainda havia alguns focos de protesto na capital.

Tentando aplacar reformistas pró-democracia que querem uma rápida mudança, os militares disseram neste final de semana que as alterações constitucionais que abrirão caminho para eleições em seis meses devem estar prontas em breve, acrescentando que a temida lei de emergência poderia ser posta em prática antes das eleições.  


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A Fortuna Corrupta do Mubarak


O Mubarak está fora - mas ele poderá levar uma riqueza inimaginável com ele. 

As estimativas da sua riqueza roubada vão até $70 bilhões, mais de um terço de toda a economia egípcia. 

Não há tempo a perder, os governos precisam congelar as contas do Mubarak antes que o dinheiro desapareça em um labirinto de contas bancárias obscuras -- como as fortunas roubadas por muitos outros ditadores. A Suíça já congelou suas finanças e alguns ministros da União Europeia ofereceram ajuda -- mas sem um chamado global imediato, a reação poderá ser lenta demais para impedir que os bilhões do Mubarak sumam completamente. 

Vamos convocar os líderes de todas as nações a garantir que o dinheiro do Egito seja devolvido ao povo. Se conseguirmos 500.000 assinaturas, a nossa petição será entregue aos ministros das finanças do G20 na reunião desta sexta-feira em Paris. Vamos assinar nossos nomes agora e divulgar a campanha! 

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Milhões de egípcios vivem com menos de $2 por dia e os peritos dizem que a corrupção no Egito custa mais de $6 milhões em dinheiro público todo ano. 

A família Mubarak se beneficiou enormemente por uma rede de contratos de negócios, esquemas de privatização e investimentos garantidos pelo governo, ao longo dos 30 anos da presidência do Mubarak. Estimativas da sua riqueza vão de "meros" $2-3 bilhões até $70 bilhões, o que faria Hosni Mubarak o homem mais rico do mundo. 25 oficiais sênior do governo já estão sob investigação por alavancar fortunas enquanto trabalhavam para o Mubarak. 

Talvez este seja o fim da linha para governantes corruptos que escapam com fortunas intactas. A nova Convenção Contra a Corrupção da Nações Unidas, explicitamente pede que fundos adquiridos pela corrupção sejam devolvidos aos países de origem, e o governo militar do Egito já pediu para governos da União Europeia congelarem a fortuna do Mubarak. A pergunta chave no momento é se a reação será rápida o suficiente: nenhuma lei no mundo será capaz de ajudar se os bilhões do Mubarak forem espalhados e escondidos antes que as autoridades possam se apropriar deles. 

As nossas vozes como cidadãos pode ajudar o povo do Egito a continuar tendo esperança na sua revolução. Participe do chamado para devolver as riquezas do Egito ao seu povo. 

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Depois de 30 anos, al-Qaradawi está de volta


Youssef al-Qaradawi, figura divisiva conhecida por suas ideias antissemitas, voltou ao Cairo após 30 anos. 

Sua atuação pode ser problemática para o futuro do Egito e de todo o Oriente Médio

Desde o início das manifestações populares que provocaram a queda do ditador Hosni Mubarak, uma questão vem sendo levantada: poderiam os fundamentalistas islâmicos sequestrarem a revolução secular iniciada em 25 de janeiro e tentar transformar o Egito em uma teocracia? 

Nesta sexta-feira, os que respondem sim a esta questão ganharam argumentos fortes, depois que um líder ultrarradical comandou as orações de milhares de pessoas que se reuniram na praça Tahrir, no Cairo, para celebrar uma semana da queda de Mubarak.

O líder em questão é Youssef al-Qaradawi, que há 30 anos vive exilado no Catar e cuja entrada foi banida pelos governos dos Estados Unidos e do Reino Unido.

Qaradawi comandou as orações desta sexta e fez um discurso surpreendentemente conciliatório. Segundo o jornal espanhol El País, ele começou agradecendo a juventude pelo “papel protagonista” que teve no movimento que derrubou Mubarak. 

“Se os jovens querem, podem, e a vontade deles é a vontade de Deus”. Em seguida, Qaradawi afirmou que cristãos e muçulmanos se uniram para “vencer o sectarismo reinante” e elogiou o fato de seguidores das duas religiões terem se unido nas orações e defendido uns aos outros diante da resposta violenta do regime.

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Tribunal Administrativo do Egito aprova primeiro partido islâmico


O Tribunal Administrativo do Egito aprovou, este sábado, a formação do partido islamita Wassat Al Gadid, o primeiro do país, que durante anos tentava se legalizar, informou a agência oficial Mena.

O tribunal "aprovou a formação do partido Wassat Al Gadid, que o Comitê de Partidos Políticos se havia negado a legalizar até agora", informou Mena, e acrescentou que o tribunal considera "ilegítimas" as decisões tomadas por este comitê.

O Wassat Al Gadid foi fundado em 1996 por ex-membros da Irmandade Muçulmana que interpretam de forma mais liberal a religião islâmica, mas suas demandas de legalização foram rejeitadas em várias ocasiões pelo organismo, que foi dissolvido.

Este comitê estava dirigido pelo secretário-geral do Partido Nacional Democrata (PND), do ex-presidente Hosni Mubarak, expulso do poder pela pressão dos manifestantes em 11 de fevereiro.

O programa de Wassat Al Gadid "contribui para a vida política" do país, considerou o tribunal.

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EUA vão destinar US$ 150 milhões ao Egito

Os Estados Unidos vão destinar US$ 150 milhões (cerca de R$ 249 milhões) ao Egito para ajudar na transição democrática e na recuperação econômica, disse nesta quinta-feira a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.
“Está claro que há muito trabalho à frente para garantir uma transição ordenada e democrática.  Também está claro que o Egito vai enfrentar desafios econômicos imediatos e de longo prazo”, disse a secretária, em Washington.
“Nós iremos reprogramar US$ 150 milhões para o Egito, para nos colocarmos em uma posição de apoiar a transição e ajudar com a recuperação econômica”, disse a secretária, em Washington.
Segundo Hillary, representantes do Departamento de Estado e da Casa Branca deverão viajar ao Egito na próxima semana para discutir como os Estados Unidos podem fornecer assistência.

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A Economia Egípcia pós Mubarak


Segundo Omar Shehali, economista da Universidade de Ain Shams, no Cairo, o Egito perdeu mais de US$ 6 bilhões por causa dos protestos antigoverno.
Mas ele acredita que o país se recuperará tão logo o comando militar que controla o governo provisório tome as primeiras medidas para recolocar o país na normalidade.
“Há muitos investimentos estrangeiros no Egito, especialmente de países do Golfo Pérsico, como no setor industrial e de turismo.”
Para ele, os árabes do Golfo estão apreensivos com as próximas reformas que o governo promete realizar para atender às reivindicações da população.
De acordo com o Banco Mundial, o Produto Interno Bruto (PIB) do Egito é de mais de US$ 500 bilhões, o que torna o país a segunda maior economia do mundo árabe, atrás somente da Arábia Saudita.
Shehali explica que, desde 2004, o governo fez enormes esforços por reformas econômicas para atrair investimentos estrangeiros e incrementar o PIB. Em 2010, o país teve uma taxa de crescimento de 5,3%.
“O problema é que, apesar das reformas e crescimento econômico, a desigualdade social só aumentou, e mais egípcios entraram na faixa de pobreza. E esse abismo entre ricos e pobres foi um dos pilares para o levante popular contra o governo de Mubarak”, disse ele à BBC Brasil.
“O governo deve restabelecer a segurança para fazer o turismo se recuperar rapidamente. Senão, o governo terá mais problemas pela frente”.
(fonte: BBC Brasil)

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Vendedores aguardam volta de turistas ao Egito


Por Tariq Saleh
Enviado da BBC Brasil ao Cairo

Vendedor diz que passa os dias
'tomando chá e jogando dominó
Comerciantes do famoso mercado de Khan El Khalili, na região antiga e tradicional do Cairo, disseram à BBC Brasil que aguardam por uma rápida recuperação do turismo no Egito, após o levante popular contra o governo que paralisou a economia do país por mais de duas semanas.
Durante os 18 dias de protestos, milhares de turistas estrangeiros deixaram o Egito, provocando caos e longas filas no aeroporto da capital egípcia. Centenas de estrangeiros permaneceram dias dormindo nos saguões à espera de voos.
O governo egípcio também fechou todos os locais turísticos do país por questões de segurança.
Em Khan El Khalili, lugar conhecido por suas ruas estreitas e labirintos com lojas de produtos orientais e suvenires, alguns comerciantes seguem com portas fechadas. Já outros reabriram, mas lamentam a falta de clientes.
Ahmad Mitawlly contou, bem-humorado, que passava o “dia tomando chá e jogando dominó com os outros lojistas”.
Ele afirmou que era contra os protestos no início porque prejudicaram os negócios.
“Mas depois apoiei porque vi o quanto aquelas pessoas, principalmente os jovens, eram corajosos nas ruas e lutavam por seus direitos.”
Ele espera, no entanto, que a situação volte ao normal logo para que os turistas regressem.
(fonte - BBC Brasil)

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A Tragetória de Mubarak




Hosni Mubarak foi, por muito tempo, um aliado crucial do Ocidente em uma região conturbada, mas era cada vez mais desprezado pelos egípcios por seu autoritarismo, a corrupção do regime e a brutalidade das Forças de Segurança.
Mubarak ficou praticamente 30 anos no poder
Ele se tornou presidente quando seu antecessor, Anwar Sadat, foi assassinado durante uma parada militar.
Estabilidade se tornou a palavra de ordem de seu governo, mesmo que em detrimento dos direitos humanos.
Como presidente, Mubarak ajudou a manter o acordo de paz assinado por Sadat com Israel em 79, o que lhe rendeu a amizade do ocidente e US$ 2 bilhões por ano em ajuda americana, mas a hostilidade de extremistas islâmicos.
Este ano, inspirados por protestos na Tunísia em janeiro, os egípcios pediram por mudanças e o levante derrubou um dos lideres árabes há mais tempo no poder.
(fonte: BBC Brasil)

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Jovens criam call center para ajudar vítimas

Por Tariq Saleh - 
Enviado especial da BBC Brasil ao Cairo
Após fazer parte dos protestos pró-democracia que culminaram com a renúncia do então presidente Hosni Mubarak, um grupo de jovens egípcios organizou um centro para vítimas, em um local secreto, para buscar informações de mortos, feridos e desaparecidos.
Grupo montado para obter informações de mortos e desaparecidos (Foto: Tariq Saleh/BBC Brasil)
Segundo o grupo, a ideia surgiu quando muitos deles se conheceram ainda na praça Tahrir, no centro do Cairo, em que se concentraram as manifestações contra o governo de Mubarak.
Não há um número total de jovens voluntários porque mais chegam para ajudar. A maioria tem nível superior e vem das classes média e alta.
Vários pertencem a diferentes grupos ativistas e se revezam para coletar informações de vítimas e colocar em um banco de dados.
Uma das coordenadoras dos trabalhos, Nehal M., assistente de pesquisa de uma organização feminista, disse à BBC Brasil que, logo após a renúncia de Mubarak, vários jovens na praça trocaram ideias para montar um call center e, além de coletar o número de vítimas, dar assistência a pessoas feridas e ajudar na busca por desaparecidos.
“Sentimos que muitos dos mortos, feridos e desaparecidos eram de famílias mais humildes, que precisavam de ajuda. E sabíamos que a lista de mortos e feridos do governo não era verdadeira. Então decidimos fazer algo.”

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Comando Militar Egípcio dissolve Parlamento e suspende Constituição


O Comando Militar que assumiu o poder no Egito anunciou neste domingo que dissolveu o Parlamento e suspendeu a Constituição do país.

Em um comunicado feito na TV estatal egípcia, a junta militar disse que ficará no poder por seis meses, ou até a realização de eleições.
No pronunciamento, o Comando Militar declarou ainda que irá formar um comitê para elaborar uma nova Constituição, que será depois submetida a um referendo popular.
Um correspondente da BBC no Cairo afirmou que, segundo este pronunciamento, as eleições presidenciais egípcias poderiam ocorrer em julho ou agosto, em vez de setembro, como havia sido previamente marcado.
O gabinete de governo do Egito fez neste domingo a sua primeira reunião desde que o presidente Hosni Mubarak deixou o poder, na última sexta-feira.
Os integrantes do gabinete são os mesmos apontados por Mubarak dias antes de renunciar. Eles foram mantidos pelo Comando Militar, que assumiu o poder no país, para que realizem os trabalhos de transição política.

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Egípcio no Brasil se anima com revolução e pensa em voltar à terra natal

Adham Elsisi quer participar da reconstrução do país após a queda de Mubarak.
por Paula Resende, do R7

Divulgação/Arquivo Pessoal
Adham Elsisi e a mulher brasileira posam para foto em frente ao Museu do Cairo, poucos dias antes do começo dos protestos maciços no Egito

A queda do regime de três décadas de Hosni Mubarak, no Egito, pode ter diferentes significados: a perspectiva de um governo democrático, o fortalecimento dos movimentos sociais, a modernização do mundo árabe. Para o egípcio Adham Elsisi, há sete anos radicado no Brasil, essa pode ser uma chance de, finalmente, voltar para a casa.

- Antes a ideia de voltar para o Egito nem passava pela minha cabeça. A situação de lá não incentivava. Mas, agora, já posso começar a pensar nisso.

Elsisi nasceu em Alexandria, a segunda maior cidade do Egito, no mesmo ano em que Mubarak assumiu o poder, 1981. Quando recebeu a notícia de que o líder havia renunciado, sua primeira reação foi ligar para os pais e parabenizá-los.

- Foi uma felicidade muito grande. Liguei para dar os parabéns aos meus pais, para comemorar com eles. A gente nunca imaginava que isso fosse acontecer tão rápido.

Ânsia por oportunidades e educação

Elsisi, casado com uma brasileira e professor de inglês em Rio Claro, no interior de São Paulo, esperava pelo momento em que o Egito passasse a ser governado de forma democrática e menos corrupta.

Com a perspectiva de um novo governo, o egípcio quer o que todos de lá também esperam: mais oportunidades, trabalho e educação.

O movimento inspirador dos protestos, a Revolução de Jasmim - que derrubou o presidente da Tunísia -, começou com a mobilização da juventude preocupada com as altas taxas de desemprego e cansada do autoritarismo governamental.

Elsisi conta que ficou entusiasmado quando viu os jovens utilizando a internet como plataforma para suas aspirações, contagiando outras camadas da sociedade.

- Todos estavam unidos pela mesma causa. Mesmo sem sair de casa, os mais velhos jogavam água, comida, guarda-chuvas para os manifestantes.

O egípcio confessa que gostaria de participar da reconstrução do país. 

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Lições para o Ocidente


Finalmente, os governos ocidentais ficaram com dilemas de orientação política para os quais, em curto prazo, não há solução.
A maneira como o governo Obama lidou com a crise no Egito foi inepta. A União Europeia não fez muito melhor.
Mas, mesmo se a sua resposta fosse bem-feita, o enigma que está por trás seria o mesmo.
O Ocidente, por décadas, tem feito da estabilidade uma prioridade maior que a democracia e os direitos humanos.
Algumas reavaliações urgentes estão ocorrendo agora, enquanto os responsáveis pelas políticas públicas se debatem para aprender as lições corretas.
A outra lição dolorosa para as potências ocidentais é quão pouca influências elas têm, mesmo em países para o quais elas dão ajudas generosas.
Dinheiro não compra amor - e nem, quando os jogos estão na mesa, permite que você salve um aliado próximo da ira do povo.

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O sucesso do "Poder do Povo" no Egito


O sucesso do "poder do povo" no Egito é bem mais significativo para os árabes em outros países do que foi o sucesso da Tunísia.
O Egito é o maior e mais poderoso Estado árabe. Mubarak o governou por três décadas.
O exemplo egípcio já agitou a opinião pública por toda a região, onde uma série parecida de problemas - autocracia, corrupção, desemprego, o déficit de dignidade - prevalece.
Autocratas cujos serviços de segurança são menores e mais fracos do que os do Egito estão mais vulneráveis ao vento gelado da revolta popular.
Aqueles que têm dinheiro para subornar os dissidentes já estão tentando fazê-lo. Estados mais pobres, como a Jordãnia e o Iêmen, terão de tomar empréstimos para conseguir isto.
Em terceiro lugar, o impacto da crise nas economias regionais - em setores óbvios, tais como preço do petróleo, turismo, a capacidade de atrair investimentos estrangeiros - já está sendo duro.
Em quarto, a queda de Mubarak afetará inúmeras questões da região - o processo de paz entre árabes e israelenses, a influência crescente do Irã, a batalha contra o extremismo muçulmano - de maneiras que são difíceis, se não impossíveis, de prever.
Os temores de revoluções islâmicas aparecendo em todo lugar são errôneas. A maior parte das dissidências atuais parecem ser motivadas por um sentimento mais nacionalista que religioso.
No Egito e em outros lugares, os islâmicos estão pegando carona em um carro que outras pessoas colocaram em movimento.
Ao mesmo tempo, o medo de que a crise incline a balança de poder na região em favor do Irã é, por motivos parecidos, prematuro. O Irã está observando estes eventos tumultuados, e não os conduzindo.

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Mubarak deixa o poder no Egito


O presidente do Egito, Hosni Mubarak, renunciou nesta sexta-feira ao cargo, de acordo com o vice-presidente, Omar Suleiman.
Os poderes presidenciais vão ser assumidos pelo Conselho das Forças Armadas.
Imediatamente após o anúncio de Suleiman, transmitido pela TV estatal, centenas de milhares de manifestantes presentes na Praça Tahir, no centro do Cairo, explodiram em celebrações.
Há 18 dias milhares de pessoas estão indo às ruas do país para pedir a renúncia de Mubarak, que estava há quase 30 anos no poder.


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Hackers take over Mubarak's party website


The website of the Cairo secretariat of the ruling National Democratic Party has been hacked on Friday.

A message on the official website cairondp.org read:

“Closed until dropping Mubarak & the regime.” 

Later in the afternoon the message was changed to 

“Protect our country and our beloved Egypt from all enemies and harm, I love you Egypt.”

The hackers uploaded a shot from the Egyptian comedy movie “Wesh Egram” (2006) (Longstanding Criminal), in which a family of a husband, wife and their son are sitting eating watermelon. The father reacted hysterically to the TV while the son was shouting “go away” and “you made our lives hell.”
(from: almasryalyoum)

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Exército Egípcio Anuncia: Estado de Emergência será Revogado


O comando das Forças Armadas no Egito disse que encerrará o estado de emergência que vigora no país há 30 anos assim que a "situação atual tiver terminado".
Em comunicado divulgado após uma reunião na manhã desta sexta-feira, o Conselho Supremo do Exército disse que endossava a transferência de poderes anunciada pelo presidente Hosni Mubarak ao vice-presidente Omar Suleiman.
As Forças Armadas disseram ainda que garantirão eleições livres e justas, mudanças constitucionais e a "proteção da nação".
A revogação do estado de emergência era uma das principais reivindicações da oposição.
Há informações de que Mubarak teria deixado a capital, Cairo, nesta sexta-feira, e viajado ao resort de Sharm el-Sheikh, no Mar Vermelho.
Protestos
O anúncio dos militares parece ter tido pouco impacto sobre a movimentação de manifestantes nesta sexta-feira, que realizam protestos em massa em vários pontos do país.
Muitos desconfiam que o comunicado seria apenas uma estratégia para esvaziar as manifestações.
Cairo/11 de fevereiro
Uma multidão se aglomera em frente ao prédio da TV estatal no Cairo
A presença militar na cidade parece maior do que na semana passada, com mais soldados e veículos blindados nas ruas. Mesmo assim, o clima parece mais leve do que o da quarta e quinta-feira passadas, quando ocorreram confrontos entre simpatizantes de Mubarak e manifestantes antigoverno.
É comum ver cenas de manifestantes pedindo um posicionamento dos militares contra ou a favor dos protestos. Esta cobrança é feita por meio de faixas cartazes, slogans ou mesmo conversas individuais, mas sem agressividade.
Outra diferença dos protestos desta sexta-feira é que os manifestantes não pedem apenas a saída de Mubarak, mas de todo o governo.
Exército
A reunião do Conselho Supremo do Exército foi presidida pelo ministro da Defesa, general Hussein Tantawi.
Imagens da reunião exibidas pela TV estatal egípcia mostraram Tantawi comandando o encontro sentado à mesa com dezenas de outros oficiais, mas sem a presença de Mubarak ou Suleiman.
O comunicado do Conselho foi transmitido pela TV estatal egípcia, enquanto ativistas se reuniam em diversos pontos da capital, Cairo, para novos protestos contra o presidente.
Desde a madrugada desta sexta-feira, manifestantes começaram a se reunir em volta de prédios do governo, do Parlamento e da TV estatal, entre outros locais. Centenas de manifestantes formaram uma barreira humana em torno do edifício que abriga TVs e rádios estatais para impedir a entrada de funcionários.
Soldados egípcios vigiam a sede da TV estatal do Egito pouco após o discurso do presidente Hosni Mubarak, na madrugada desta sexta-feira, dia 11 de fevereiro.Soldados com tanques que vigiavam a rua da TV estatal não impediram a chegada de cerca de dois mil manifestantes que se aglomeraram perto do local.
Os organizadores pretendem realizar protestos em seis locais diferentes, além da praça Tahrir, que tem concentrado as maiores manifestações contra o governo - e que também foi palco de confrontos violentos entre manifestantes pró e anti-Mubarak

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