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Brasileira Precisa Adiar Casamento com Egípcio

A brasileira Tatiana Cardoso estava com casamento marcado com seu noivo egípcio para o último dia 28, no Cairo, mas os violentos protestos no país obrigaram o cancelamento da cerimônia por questões de segurança.

Tatiana estava pronta para receber os cerca de mil convidados em uma festa que misturava toques árabes com brasileiros.

"O clube em que faríamos a festa nos ligou informando que os protestos no Cairo estavam ficando cada vez mais violentos e que seria muito de mau gosto fazermos uma festa", disse Tatiana à BBC Brasil por telefone.

Segundo ela, durante os primeiros dias das manifestações, familiares dela e outros amigos brasileiros começaram a chegar ao Egito para a cerimônia.

Trinta familiares e amigos de Tatiana vieram do Brasil e ficaram hospedados em hotéis perto do centro. Eles são de cidades como Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e cidades do Pará.

"No dia do casamento, as coisas começaram a ficar difíceis. Maquiadores, o cabeleireiro e até o entregador do meu vestido estavam muito nervosos", contou ela.

A família do noivo de Tatiana mora nos arredores do Cairo, mas o trajeto do centro da capital egípcia até o bairro deles ou até o local da festa passa por áreas em que houve ou podem haver protestos e confrontos entre manifestantes e forças de segurança.

A brasileira, que morou no Egito entre 2004 e 2008, contou que o chefe de segurança do clube estava bastante apreensivo e chamou os noivos para informá-los que a situação no país estava ficando cada vez pior.

Na sexta-feira, os familiares e amigos da noiva estavam no hotel perto do centro da capital quando a polícia e ativistas começaram a se confrontar. “Mesmo se houvesse uma festa, nem conseguiríamos chegar”, disse a brasileira.

Sem perder o bom humor, Tatiana diz agora que o seu casamento foi "adiado indefinidamente". Ela explicou que os 2,5 mil doces, as várias caixas de cachaça para caipirinha e a decoração vinda do Brasil foram guardados. "O bolo, nós comemos, e distribuímos no bairro", contou.

Surpresa com protestos

Confrontos e protestos impediram pessoas de chegar ao local do casamento

Amiga de Tatiana, a brasileira Sandra Fritz, há 31 anos morando no Egito, contou à BBC Brasil que, na última sexta-feira, ficou surpresa com a escalada dos protestos, dizendo que jamais imaginava que o povo fosse tomar as ruas da forma que tomou.

Segundo ela, até o meio-dia ainda havia a ideia de ir ao casamento, mas logo o confronto obrigou os noivos e convidados a mudar de planos. "Fiquei triste pela Tatiana, mas ela levou tudo na boa", disse.

Mãe da noiva

Do quarto em que estava hospedada, a mãe da noiva, Telma Cardoso, disse por telefone que tinha viajado ao Cairo com o marido, filhos e amigos para o casamento da filha, mas que no hotel tinha outros brasileiros que fariam turismo no país.

Desde que os protestos se intensificaram, muitas das pessoas ficaram com medo. "Há meninas que chegaram a chorar", disse Telma. Ela disse que estava hospedada em um hotel em uma avenida onde ocorreram vários confrontos ocorreram. "Ouvimos muitas bombas, tiros e gritos."

Segundo a mãe da noiva, os planos de fazer turismo no país também foram cancelados por falta de segurança. O governo egípcio já havia anunciado na noite de sábado que todos os destinos turísticos no país estavam fechados.

Telma disse que o grupo pretendia deixar o Egito o mais rápido possível, mas não sabiam ainda como ficaria a situação de seus voos. "Recebemos a notícia de que haveria voos no dia 2 de fevereiro para a Itália, mas tudo é incerto agora".
(fonte: BBC Brasil)

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Fotos das Manifestações

A BBC Brasil teve acesso a fotos de manifestantes que foram às ruas no Egito para exigir reformas políticas no país.








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Brasileiros relatam medo no Egito


A turista Fátima Saraiva estava na capital, Cairo, com um grupo de outros 21 brasileiros em um hotel da cidade, perto das áreas dos protestos.

Ela contou que, neste sábado, a agência de viagens conseguiu um ônibus para levá-los ao aeroporto onde conseguiriam embarcar para a Espanha, antes de voltar ao Brasil.

Segundo ela, o grupo chegou no Egito no último dia 14, mas não imaginava que os protestos, que começaram na última terça-feira (25), aumentariam em violência.

"Passamos a ficar apreensivos com os acontecimentos, quando começaram a queimar veículos, prédios e postos de polícia", disse Fátima.

Sem saber como proceder com a falta de segurança no país, o grupo resolveu permanecer no hotel, no centro do Cairo, e aguardar uma pausa na violência.

"Muitos de nós ficamos com medo depois de receber a notícia de que os voos do aeroporto tinham sido cancelados. Alguns chegaram a chorar, achando que não conseguiriam mais sair do país."

Já Larissa Amorim, que mora nos arredores da capital, contou que o medo era muito grande na vizinhança, devido aos saques que ocorriam na cidade.

"Meu marido foi à rua juntamente de outros homens do bairro com facas e bastões para proteger as propriedades", contou ela, que é casada com um egípcio e mora no país desde 2007.

"Nós estamos muito nervosos, mas os moradores falaram que, por enquanto, não havia sinais de distúrbios na área."

Clique Leia mais: Manifestantes desafiam toque de recolher estendido no Egito

Alexandria

Morando há quatro anos em Alexandria, segunda maior cidade do Egito, a brasileira Eleine Magossi disse que inicialmente não se preocupou com os protestos, porque o bairro estava longe das manifestações.

Segundo ela, há o receio de que saqueadores e manifestantes mais violentos venham ao bairro para queimar o palácio de verão do presidente.

"Eu moro em uma área que fica atrás da propriedade onde fica o palácio presidencial, e os moradores têm medo que pessoas venham vandalizar o bairro", disse.

Ela também afirmou que outros 18 brasileiros estavam na cidade, sem saber se poderiam deixar Alexandria devido à falta de segurança nas ruas. Eleine também soube de três brasileiros acampados no aeroporto local devido ao cancelamento de seus voos.
O diplomata brasileiro Rubem Amaral disse à BBC Brasil que a embaixada do país no Cairo estava acompanhando a situação de perto, mas que, devido às comunicações precárias, muitas pessoas não conseguiram falar com a representação diplomática.

Os serviços de telefonia celular já foram retomados na capital egípcia, mas a internet está bloqueada deste a sexta-feira, impossibilitando os egípcios de publicar fotos e vídeos dos protestos em redes sociais como Twitter e Facebook.

Amaral disse que a embaixada recomenda aos brasileiros que não saiam de suas residências e hotéis, bem como evitar ruas onde pode ocorrer violência.

Os egípcios voltaram às ruas neste sábado, pelo quinto dia seguido, para pedir a saída do presidente Hosni Mubarak. Pelo menos 38 pessoas já morreram desde o início das manifestações.

Mubarak disse que não renunciará, mas dissolveu o gabinete de governo e deu posse ao novo primeiro-ministro, Ahmed Shafiq, e a um vice-presidente, Omar Suleiman, cargo este que nunca havia sido ocupado nos 31 anos do atual regime.

(fonte: BBC Brasil)

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Xeque Autoriza Amamentação de Homens Adultos

O decreto objetivava permitir que homens e mulheres trabalhassem juntos no país.
Entidade religiosa considerou que a autorização contrariava a moral islâmica.
A instituição mais prestigiada do Islamismo sunita, a Al-Azhar, destituiu um xeque por emitir uma fatwa (decreto religioso) que autoriza mulheres a amamentarem seus colegas de trabalho do sexo masculino. A autorização teria o objetivo de deixar que mulheres e homens que não têm nenhum grau de parentesco dividissem um mesmo ambiente, publicou o jornal “Daily News”
A tradição islâmica proíbe que uma mulher esteja sozinha com um homem que não seja seu pai, filho, sobrinho, irmão ou algum outro membro de sua família. Para solucionar o conflito que impedia que homens e mulheres dividissem o mesmo ambiente de trabalho, o clérigo Izzat Attiyah emitiu o decreto no qual afirmava que, se a mulher amamentar o homem cinco vezes, torna-se sua “ama de leite” e, com isso, os dois adultos poderiam trabalhar juntos.
Enfim…
O polêmico decreto não foi bem recebido no departamento de “Hadiz” da qual Attiyah fazia parte – e, na terça-feira,o clérigo foi destituído.
A Al-Azhar já tinha condenado o decreto quando foi divulgado e emitiu um comunicado para esclarecer que a fatwa contrariava “os princípios da religião islâmica e da moral, além de manchar a imagem da instituição.

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