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Receita de Ataif - by Catjolie



Massa

1 1/2 xíc. de chá de leite morno
1 tablete (15g) de fermento biológico desmanchado em um pouco de açúcar
1 pitada de sal 
2 xíc. de chá de água morna 
4 xíc. de chá de farinha de trigo peneirada 
manteiga ou óleo para untar a chapa.

Calda

4 xíc. de chá de açúcar 
1/2l de água
1 colher de suco de limão 
1 colher de água de flor de laranjeira.

Desmanche o fermento no açúcar e junte os ingredientes líquidos, misture e coloque num liquidificador. 

Acrescente a farinha aos poucos para não empelotar e bata por mais 5 minutos depois de encorporar toda a farinha. 

Despeje numa vasilha, cubra com um pano de prato e deixe descansar por mais ou menos 1 hora, ou até que comece a formar bolhas na massa. 

Pré-aqueça uma chapa ou frigideira e faça panquequinhas com 10 cm de diâmetro, em fogo baixo. Atenção que deve assar apenas de um lado. 

A parte de cima da massa deve apenas secar. Reserve.

Faça recheio com nozes picadas, pistaches picados ou amendoins picados, misturados com açúcar e uma mistura de 1 colher de água de flor de laranjeira e 1 colher de água para dar liga. 

Pode ser um dos tipos de nozes ou misturar pistache com nozes, por exemplo. 

Há quem faça um creme com leite e farinha de arroz, aromatizada com baunilha ou água de rosas, mas não  tenho a receita. 

Os libaneses recheiam com geléias, como de damasco, tâmaras, laranjas, etc. 

Enfim, recheie os discos e dobre ao meio para fechá-los como rizzoles.

Finalização: os libaneses simplesmente jogam a calda (não tem segredo além de misturar antes de por no fogo e deixar ferver até dar o ponto de fio grosso e colocar a água de flor de laranjeira depois de apagar o fogo).

Os egípcios fritam em óleo e depois jogam a calda.

Pode ser servido frio.

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Contribuições Islâmicas para a Civilização - Parte 2


Colaboração de Omar Adel

As contribuições islâmicas para a civilização são evidentes em vários campos da atividade humana: em zoologia, astronomia, agricultura, química, meteorologia, matemática, farmacologia, arquitetura, comércio, estratégia de guerra; e em literatura.

No século onze, a espiritualidade islâmica começou a tomar diferentes rumos. Estimulados por um superentusiástico amor a Deus, os convertidos do cristianismo gnóstico e do judaísmo, do misticismo hindu e budismo, começaram a interpretar o Islam em termos místicos, mudando sua ênfase do virtual, onde a vontade divina é para ser concretizada, passando para o espiritual. 

A análise psíquica e introspectiva tomou o lugar do estudo legal e jurístico. A alquimia, a astrologia e a numerologia substituíram gradativamente a química, a astronomia e a matemática. Mesmo a saúde social da família islâmica cedeu lugar para o retiro resignativo da irmandade mística. O engajamento nos assuntos da sociedade islâmica quanto à sua legatariedade, foi paulatinamente abandonado pela bênção contemplativa e pelas experiências místicas. 

Os muçulmanos se tornaram conservativos por temerem a extinção de sua fé. Eles se retiraram da “história”, do “agora”, e se tornaram preocupados com a eternidade e o misticismo.

Através dos anos, os califas, que foram eleitos para liderarem a comunidade dos crentes, começaram a perder o seu prestígio e a sua autoridade. Tornaram-se marionetes de poderosos generais que altercavam entre si e espalhavam dissensões, através do império. Como resultado disso, o Estado foi deixado para quem o pudesse possuir e conservar.

Assim, o Império Islâmico enfraqueceu e se dividiu internamente, e tornou-se uma presa fácil para um ataque do exterior. Tal ataque se deu no século treze com a invasão dos mongóis (tártaros) liderados por Gingis Khan.

Nas garras ávidas deste, o Mundo Islâmico caiu como uma ameixa madura. Uma após outra, as suas cidades-jóias foram incendiadas e sua população assassinada ou reduzida à escravidão.

Os mongóis conquistaram grandes áreas da China, Índia, Rússia e do Sudoeste da Ásia. Finalmente, o seu avanço foi detido em Ain Jalut, na Palestina.

Um milagre, porém, aconteceu. Em uma ou duas gerações, as hordas mongólicas se converteram ao Islam, a religião e a cultura dos povos que eles haviam conquistado. Os conquistadores estabeleceram-se em massa na Ásia Menor, e, uma geração depois, estavam prontos para marchar novamente, desta vez sob a bandeira do Islam. Ainda vibrantes com o espírito marcial com que vieram da Ásia Central, os mongóis convertidos, então organizados sob a liderança da Casa de Otman (daí o nome de Otomanos), saíram em direção à Europa. Os impérios bizantino e russo esfaleceram-se ao seu avanço. Viena foi fustigada por eles até o último quarto do século dezoito. Os mares Negro e Cáspio se tornaram lagoas muçulmanas. Entre Viena e Constantinopla (atualmente Istambul), eles implantaram muitas comunidades muçulmanas e erigiram um novo estilo de arquitetura islâmica nas fundações dos bizantinos.

Foi somente no século dezoito que o Império Otomano começou a decair internamente, por razões idênticas que causaram a queda do antigo Império Muçulmano. Foi também no século dezoito que as idéias dos movimentos de reforma renasceram, de novo misteriosamente, no próprio coração da Arábia, até então intocada, quer pela decadência otomana, quer pela ascendência ocidental. Simultaneamente, ou logo depois, movimentos similares atingiram todo o Mundo Muçulmano, como a Irmandade Muçulmana no Mundo Árabe, Jamá’at-i-islami, no subcontinente indiano, e a Mohammadia, na bacia malaia, incendiando a imaginação e agitando a vontade das massas muçulmanas.

Praticamente, todos os movimentos de reforma no Mundo Muçulmano tiveram que travar guerra simultaneamente em duas frentes: A frente interna, onde tinham de lutar contra a letargia, os interesses adquiridos e contra a ignorância encoberta pelos sedimentos dos séculos; e uma frente externa, imposta pelo colonialismo europeu. Os séculos dezoito e dezenove testemunharam uma impiedosa fragmentação do Mundo Muçulmano, efetuada pelos poderes europeus e pela sua sujeição ao jugo colonialista, um processo que continuou através da primeira metade do século vinte. Os poderes coloniais estavam interessados em conservar o Mundo Islâmico dividido, enfraquecido, e subdesenvolvido, para poderem explorar os seus recursos humanos e naturais, e conservá-lo como mercado para os seus produtos manufaturados.

Hoje, o colonialismo está no fim, mas não são poucos os seus vestígios (Israel é um deles). Apesar da sua penetrante influência, os povos muçulmanos estão correndo contra o relógio para alcançarem o resto do mundo. Eles conseguiram grandes progressos, num curto período, desde a sua independência política, depois da Segunda Guerra Mundial. Mas os seus problemas são de educação, de conscientização de seus cidadãos da sua identidade, da sua herança cultural e civilização, e de desenvolverem sua vontade de tomar as rédeas de seu destino em suas próprias mãos. Seus registros, durante as três últimas décadas, são vistos em muitos lugares. Alguns tem flertado com ideologias ocidentais como o nacionalismo, a democracia e o socialismo, com pouco ou nenhum sucesso.

O Islam está pronto para novamente os mudar, se eles abrirem suas mentes para a sabedoria dele, seus corações para os apelos dele, e seus braços para o acelerador de poder dele.
Texto do Professor Samir El Hayek

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Contribuições Islâmicas para a Civilização - Parte I (by Omar)


Por Professor Samir El Hayek

A primavera e o verão do Império Muçulmano durou 500 anos, de aproximadamente 700 a 1200 d.C.

No início desse tempo, a religião do Islam projetou-se para fora do deserto e, em apenas uma geração, criou  um império que se estendia da França até a Índia.

O mundo do Islam era um formidável centro cultural e científico enquanto que a Europa continuava afundada no barbarismo e na ignorância. 

A mais velha universidade ainda em uso é a Universidade de Fés, no Marrocos. Na Idade Média foi o centro das pesquisas científicas. 

Os árabes introduziram o papel na Europa e inventaram o arco ogival, sem o qual os europeus não poderiam ter construído suas catedrais góticas. Eles enviaram o damasco, arroz e açúcar para a Europa. 

“O Cânon da Medicina”, de Ibn Sina (Avicena) e “Sobre Varíola e Sarampo”, de Al Razi, foram os livros padrões da profissão médica por 800 anos aproximadamente. Ibn Al Baytar escreveu um livro sobre medicina, “Simplices”, que continuou sendo impresso na Europa, aproximadamente, mil anos depois.

No século nove Ibn Firnas, o verdadeiro pai da aviação, construiu um aparelho e nele voou.

Por volta do ano 1000 d.C., Al Biruni mediu o perímetro da terra dentro da precisão de centímetros da mais exata medição moderna, e estabeleceu a rotação da terra ao redor de seu eixo. 

Os numerais arábicos (1, 2, 3, ...) substituíram os algarismos romanos (I, II, III, ...) de dificílimo manuseio para o cálculo. Os árabes introduziram na Europa a idéia hindu do zero ou a idéia de se arranjarem os números no sistema decimal.

Várias cidades se expandiram sob a influência do Islam. Enquadravam-se no modelo da cidade quanto ao planejamento, serviços públicos, saneamento e integração. 

Suas universidades, escolas, bibliotecas e seus banhos públicos, suas áreas de lazer e seus jardins, os sistema de água corrente e de drenagem, eram talvez, superiores aos de muitas cidades modernas. 

Em Cordova, na Espanha, um dos extraordinários centros islâmicos, havia um completo sistema de iluminação noturna.

Tudo isso ocorria nos séculos dez e onze, quando as cidades européias, herdeiras da antigüidade clássica, podiam dificilmente gabar-se de uma rua pavimentada ou de uma iluminação noturna pública além da luz da lua.

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Dicas de Viagem - by Catjolie


A única dificuldade que encontrei foi me comunicar, pois meu inglês é fraco e sei pouquíssimas palavras em árabe. De resto, minha visita foi maravilhosa. 

Ao amigo que vai viajar, aconselho evitar comer em quiosques de rua e se o fizer, observe a cor do óleo em que fritam os alimentos. Se estiver para Diesel, procure outro lugar. 

Quando fomos comemos faláfels e foul de quiosques de rua e só o meu marido que passou mal num lugar que tinha pouca higiene. Beba água mineral, chá ou refri sem medo e suco só se for de um lugar limpo.

Água de torneira não aconselho, apesar de uma noite de preguiça ter bebido e não ter acontecido nada.
 
Como em qualquer lugar do mundo, é melhor prevenir e não ir botando tudo para dentro a não ser que você encare numa boa churrasco grego do centrão ou churrasquinho de gato de rua sem passar mal. 

Ah, passe protetor solar sempre.



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Dificuldade para se comunicar - by Mirian



Tem outra coisa que me deixou na maior dificuldade. LINGUAGEM. 

Por que lá eles falam árabe? Não, porque fui pra lá só arranhando um inglezinho sem vergonha que me deixou na maior saia justa. 

Eu fui pra lá sozinha e antes de pisar no solo egípcio, já sabia que ia me enrolar na hora da comunicação, mas me arrisquei assim mesmo. .

Passei aperto na hora do desembarque, estava sozinha no aeroporto e o ex ainda não tinha chegado pra me buscar. Recebi uma avalanche de homens tentando me ajudar.

A maioria me oferecia taxi e eu só sabia dizer NO. Eu já estava ficando preocupada com a demora do ex habib, pensei que minha aventura ia ser frustrada, mas finalmente o horus apareceu quando eu já estava quase dormindo numa cadeira de espera e sem sapatos. 

Foi aí que vi que meu ingles não dava pro gasto. 
Eu não entendia nada do que ele falava, foi uma tragédia. 
Enfim, ele entendeu minha dificuldade e com o passar  dos dias a gente foi conseguindo se comunicar mais ou menos. 

Depois de uns 10 dias eu já era capaz de entender 70% do que ele me falava, mas eu falava pouco, minha maior alegria era quando chegava a hora de conectar na net pra falar com meus filhos e minha secretária. 

Não encontrei nenhuma alma viva que falasse portugues no Cairo. Ainda bem que o ex gosta muito de conversar, teve paciencia na hora de me ouvir e me dava algumas lições de ingles. Mas quando entravam outras pessoas na conversa eu ficava boiando. 

Uma coisa legal é que o povo de lá fala inglês com a gente e tem paciencia. Seria maravilhoso se meu ingles fosse bom, pena que não pude me comunicar direito com o povo de lá que é super legal, assim, trocar informações, falar do meu país, falar de mim... mas de qualquer forma, valeu a experiência.´

É por isso que me conisdero uma pessoa corajosa. Embarquei numa viagem para o Egito, sem conhecer o  idioma, sem falar ingles, sem ter informações sobre os costumes de lá. Não investiguei nada.

Por isso vai um conselho pra quem quer ir.
Mesmo que vá em excursão, com guias e toda a estrutura que um pacote turístico pode oferece, nunca  vá pra lá sem conhecimento tanto de cultura, vestuário, alimentação e tudo mais que achar necessário para se virar sozinha lá.

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Maquiagem Egípcia - by Thábata


O uso da maquiagem é tão antigo quanto o antigo Egito. É, foi lá onde tudo começou. 

Os faraós consideravam a maquiagem dos olhos fundamental. Era uma espécie de proteção dos olhos contra Rá, o Deus do Sol.

No antigo Egito, a maior referência feminina ao uso da maquiagem é Cleópatra, que tomava banho com leite, cobria as faces com argila e maquiava os olhos com pó de Khol. 

Eu simplesmente amo maquiagem nos olhos, de preferência nos tons mais escuros, mas sem ficar parecendo que levei um soco no olho como nossa amiga comentou anteriormente hehehe

E essa de usar bastante pó no rosto realmente é uma distinção da maquiagem das egípcias:

"Mulher de pele clara" e "Homem de pele escura"

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A Aculturação - By Dani Soares


Comigo aconteceu mto parecido com a Miriam... mas ele não cozinhava e pagava as comidas mais chulés e sem-vergonhas qdo eu tava cansada pra cozinhar.

Koshary eu me recusei a comer... na primeira vez q ví aquilo lembrei da comida q dou pro meu cachorro juntando os restos da geladeira

Fumar eu adorei, pq acho um saco essas campanhas anti-tabagismo, 'não fume aqui, não fume alí'.. lá a gente fumo em qqr lugar na boa...

Lembro uma vez qo fui jantar na casa dos pais dele, foi mto engraçado, como mto, me empanturrei e tava mto bom! depois das entradas ficavam me oferecendo mais e mais.. e eu recusava, qdo tavam ficando chateados achando q eu não tinhas gostado soltei: "é q eu tô de olho naquela carne linda (era uma travessa cheia de bifes panné) ela ta me dizendo pra guardar um bom lugar pra apreciá-la melhor".

Todo mundo caiu numa risada absurda e óbvio, encheram meu prato na hora com uns 5 bifes gigantes hahahahahahaha os quais comí com volúpia!! Pois é mto raro encontrar comida boa lá.

No Hilton Nile eu pedí um filet au poivre.. acreditam q por incrivel q pareça.. veio sem pimenta!!!!!!!! e qdo eu pedí tempurá, no hilton mesmo, veio legumes cozidos, os de sempre hahahah achei o 'fim' num lugar como o hilton acontecer isso...

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A Aculturação - By Miran


Meu problema foi a comida... 

Mas tem outras coisas que foi dificil adaptar, por exemplo: 

Passar a noite quase toda nas ruas, acordar meio dia, ficar sem café da manhã, fazer minha primeira refeição (um sanduiche) lá pelas 6 da tarde, depois ir pra casa e comer da comida do falecido (que fazia questão de cozinhar) aquela carne dura e com tempero forte, aquele arroz cozido demais, uns condimentos fortissimos, muita pimenta, aghhh, aquele caldo que sempre acompanha as refeições, tem uns caldos de sei lá o que que babam igual quiabo, odeiooooo. 

O problema é que sempre perguntam se vc gostou... e ai a gente elogia, então vão colocando mais pra vc comer....  

Passar 3 semanas sem tomar uma cervejinha naquele calor insuportável, pra mim é dureza...uiii

Ô, na segunda semana tava sequinha, tomando água da torneira, mas sou bem resistente, não adoeço com facilidade. 

Não tive nada lá, nenhum mal estar. Só que voltei com 1 kilo a menos e pra piorar voltei fumando o triplo, porque lá quando sabem que vc fuma, todo mundo te oferece cigarro, até nos taxis... e quando a gente não aceita eles ficam te olhando como se vc tivesse desfazendo deles, então a gente tem que fumar aqueles cigarros fortissimos e sem vontade...

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Kohl - by Shirley


Existe um produto chamado KOHL que serve para pintar os olhos, por isso a gente sempre ve as arabes, egipcias em especial, com os olhos pintados bem pretos.

Este KOHL pode ser encontrado em forma de lapis de olho (como aqueles que a gente tem no Brasil) ou em po, sempre na cor preta. 

Se for usar o po, algumas mulheres adicionam umas gotinhas de agua no tubinho, pra ficar tipo uma pasta para ser utilizado... outras usam em forma de po mesmo, pintando os olhos. 

Existem 2 tipos de KOHL em po: um que eles chamam de quente (hot) e outro normal (nao me perguntem pq ate hoje nao sei pq cargas d'agua alguem colocaria um po apimentado nos olhos, rsrsrs)

Eh bem pretao mesmo!! Mas tem que saber usar direito senao fica parecendo que vc levou uns 500 socos o olho  

Ainda hoje tem gente que usa mas nao eh mais tao comum como antigamente, hoje em dia as mulheres daqui usam mais aquelas maquiagens normais que a gente tem...


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O ouro e a seda pura são ilícitos para o homem - by Omar

O embelezamento e a elegância não são simplesmente permitidas mas exigidas pelo Islam, e em geral, ele repudia quaisquer tentativas de os proibir.

"Dize-lhes: Quem pode proibir as galas de Deus e o desfrutar dos bons alimentos que Ele preparou a Seus servos?" (7:32).

Entretanto, o Islam proibiu dois tipos de adornos para os homens, enquanto os permite para as mulheres. Estes são, primeiro, os adornos de ouro e, segundo, roupas feitas de seda pura. 

Ali (R.A.) relatou que o Profeta (S.A.A.S.) pegou um pouco de seda em sua mão direita e algum ouro na esquerda, declarando:
"Estes dois são ilícitos para os homens dentre os meus seguidores" (Relatado por Ahmad, Abou Daoud, An-Nissái, Ibn Hayyan e Ibn Maja, o qual ainda acrescenta a frase: "porém lícito para as mulheres").

Omar (R.A.) relatou que ouviu o Profeta (S.A.A.S.) dizer:

"Não usai sedas, pois aqueles que as usarem nesta vida não as usarão na Outra" (Relatado por Al-Bukhari e por Muslim. Uma Tradição parecida é relatada por eles tendo Anas por fonte).

Em outra ocasião, referindo-se a uma veste de seda. ele disse:

"Esta é a veste do homem que não possui caráter" (Relatado por Al-Bukhari e por Muslim).

O Profeta certa vez viu um anel de ouro na mão de um homem. Ele imediatamente tomou-o dele e jogou-o ao chão dizendo:

"As pessoas apanham brasas vivas e as seguram na mão?" Depois que o Profeta deixou o local, alguém perguntou ao homem: "Por que não apanhas o anel e o usas?" Ele respondeu: "Não, por Deus. Não o apanharei depois do Mensageiro de Deus tê-lo jogado fora" (Relatado por Muslim).

A mesma coisa que se aplica ao anel de ouro também se aplica ao que observamos entre os esbanjadores ostensivos, isto é, canetas de ouro, relógios de ouro, cigarreiras de ouro, isqueiros, dentes de ouro etc.

O Profeta permitia, entretanto, que os homens usassem anéis de prata. Tendo Ibn Omar por fonte, Al-Bukhari relatou que este teria dito: “O Mensageiro de Deus usava um anel de prata. Depois dele, Abou Bakr e então Omar e aí Othman também o usaram, até ele cair do seu dedo no poço de Aris” (Relatado por Al-Bukhari no capítulo sobre “Roupas” (Al-Libás)). 

Quanto aos outros metais como o ferro, não há textos que falem contra eles diretamente. 


Pelo contrário, no Sahih de Al-Bukhari, encontramos a informação de que o Mensageiro de Deus aconselhou um homem que queria casar-se com uma mulher, a “Presenteá-la com um presente, mesmo que este fosse um anel feito de ferro”.

Com base nesta Tradição, Al-Bukhari deduziu a permissibilidade dos anéis de ferro.

O Profeta fez concessões ao uso de vestes de seda por motivos de saúde, como o fez com Abd Ar-Rahman Ibn Auf e Az-Zubair Ibn Al-Awwam, os quais ambos sofriam de escabiose (Relatado por Al-Bukhari).

Por meio destas duas proibições em relação aos homens, é o objetivo do Islam atingir determinados objetivos educacionais e morais nobres.

Uma vez que o Islam é a religião do jihad (diligência) e da força, o Islam deve salvaguardar as qualidades másculas dos homens de qualquer demonstração de fraqueza, passividade e letargia. Deus fez o físico do homem diferente do da mulher, e não condiz com o homem vestir roupas feitas de tecidos finos ou de enfeitar seu corpo com adornos caros.

Há, no entanto, um objetivo social por trás dessas proibições. A proibição do ouro e da seda para os homens é parte de um programa islâmico mais amplo de combate ao luxo e ao fausto na vida. Do ponto de vista Alcorânico, a vida luxuriosa conduz à fraqueza entre as nações e à eventual queda delas; a existência do fausto é também expressiva de injustiça social, uma vez que são poucos os que podem comprar coisas caras, fazendo-o às custas das massas menos providas do povo.

Além disso, a vida faustosa é inimiga do todo chamamento no sentido da verdade, da justiça e da reforma social. Diz o Alcorão:

“E se pensamos em destruir uma cidade, enviamos a seus habitantes abastados nossos mandamentos, que então a corrompem; esta (cidade), então merecerá o castigo; aniquilá-la-emos completamente.” (17:16).

E disse:

“E não enviamos admoestador algum a cidade alguma sem que os concupiscentes lhes disseram: Sabei que negamos (a mensagem) com que fostes enviados.” (34:34).

Coerente com o espírito do Alcorão, o Profeta proibiu aos muçulmanos qualquer tolerância de consumo ostensivo. Ele não só proibiu o uso de ouro e de sedas aos homens, como também proibiu tanto os homens como as mulheres, de usarem utensílios de prata e de ouro.

Finalmente, também considerações econômicas influem nesta atitude. Uma vez que o ouro é o padrão mundial de câmbio, usá-lo para fazer utensílios domésticos ou adornos para os homens não faz sentido em termos econômicos.

[extraído do livro: O Lícito e o Ilícito no Islam, Dr. Yossef Al-Karadhawi, tradução do Prof. Samir El Hayek]

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Alianças - by Nadir

Você sabia...

Que os homens egípcios não usam aliança de ouro? 

O ouro é usado só pelas mulheres, as alianças dos homens são feitas de prata...


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